BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

25 de novembro de 2008

Para se pensar...

Não raro, nos deparamos com aquelas perguntas do tipo "a zebra é branca com listras pretas, ou preta com listras brancas?". Não. Não estou perguntando e nem pretendo responder a questão.
Minha fala é exatamente como se apresenta neste contexto: "metafórica".
A questão é o quanto nos importamos com os "detalhes" que nos cercam. O quanto nós não nos importamos com as influências que recebemos do meio que nos cerca. Sejam elas positivas ou negativas. Mas, não deveríamos nos preocupar ao menos com as positivas?
A verdade é que deixamos passar muitos momentos como se fossem folhas ao vento. E estas voam desordenadamente pelo "espaço atmosférico" sem destino certo, apenas empurradas pelas correntes de ar.
Se "secas" voam mais depressa e alto. Se recém caídas das árvores, seu peso silencia o entusiasmo do seu vôo.
Parece demasiado poético, mas é uma forma de perceber se ainda nos importamos com estas extravagâncias da vida.
O quanto nos deixamos petrificar e "secar" diariamente pelos acontecimentos é a questão aqui. O quanto nos esvaziamos do lado "verde", ainda cheio de seiva e que pesa, não permitindo que as correntes de vento nos levem com força e para qualquer direção.
Mas... às vezes, não seria interessante se deixar levar? Ter sempre uma direção, um objetivo, uma meta, um ponto a chegar, uma rota a seguir, nos condiciona a viver eternamente presos às linhas imaginárias que percorrem estes caminhos. Na verdade, não queremos nos desprender disso de vez em quando?
O segredo não vem escrito em fórmulas que são facilmente encontradas nas prateleiras de qualquer loja, comércio, farmácia ou supermercado. A receita deste "bolo" também não está nas caixinhas das misturas para quitutes.
E para esta pergunta, creio que também não existe resposta. A zebra deve ficar eternamente na dúvida. Mas o que isto importa para ela? Se ela tem listras pretas ou brancas influencia na sua existência?
Assim como se deixar levar sem rumo de vez em quando é bom, percorrer os caminhos com objetivos claros é fundamental. Penso que nos encontramos eternamente na "corda bamba". Nesta caminhada de passos pequenos, cautelosos e inseguros, buscando o equilíbrio constante, para não cair.
Sabem aqueles dias em que você quer apenas falar a respeito? Mil idéias percorrem a mente e todas as filosofias do mundo são incapazes de explicar pensamentos que surgem assim, de repente, em plena terça-feira chuvosa e fria.
O bom de tudo isso é que de vez em quando podemos nos dar estes presentes. Pequenas porções diárias de reflexão e retomada de direção. Melhor ainda é saber que temos opções de escolha a cada decisão do dia. Escolhemos abrir os olhos, escolhemos levantar, escolhemos tomar café, escolhemos "aquele caminho" para o trabalho, escolhemos o que dizer, escolhemos, escolhemos, escolhemos... o dia todo optamos por "isto ou aquilo". São escolhas e não sorteios. Por isso podemos nos deixar levar sem medo, mesmo quando ressecados pelo vento voamos mais alto. Vamos para looooonge, vamos para outros espaços, dimensões de idéias... isto também é uma escolha. Então, sendo assim, portanto, contudo, não estamos nós sempre focando um objetivo? As nossas escolhas não são sem sentido, elas são "CEM SENTIDOS".
Nossas opções diárias são nossas e únicas, pessoais e intransferíveis. Parece óbvio? Nem sempre o é. Podemos optar em simplesmente ouvir o que os outros têm a dizer, ou optar em seguir o que o coração pede. Em geral, a felicidade está bem no cerne dos nossos desejos. Fazemos bem o que gostamos de fazer. Amamos o que fazemos se estamos trazendo nossas ações ao encontro dos desejos do nosso coração.
Isso não é fácil e isso é uma escolha.
Se por causa das listras pretas ou brancas a zebra escolher que se frustraria ao descobrir a resposta, o que aconteceria?
Para nós, talvez nada... Para ela? Quem sabe responder?
A questão é que em função da nossa rotina de sempre "correr atrás" de alguma coisa, de "ganhar o pão", de lutar nesta selva todos os dias, deixamos passar bem ao nosso lado toda a vida que seria possível se pudéssemos ESCOLHER outra linha do tempo, outra corda bamba, outra escada para subir.
Mas... afinal, a escolha não é nossa, pessoal e intransferível?
Então porque esperamos tanto?

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