BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

28 de fevereiro de 2010

THE CORRS




The Corrs é uma banda de folk rock celta da Irlanda constituída por três irmãs e um irmão da família Corr: Sharon, Caroline, Andrea e Jim. Ganharam proeminência no final da década de 1990 e já ultrapassaram a marca de sessenta milhões de álbuns vendidos pelo mundo, com vários compactos atingindo a primeira posição das paradas na Europa, Austrália e Estados Unidos da América.
Todos os integrantes nasceram em Dundalk, Condado de Louth, filhos dos músicos Gerry e Jean Corr. Além de executarem seus instrumentos musicais usuais, todos tocam piano, que foi ensinado pelo seu pai. A banda foi formada para uma audição do filme de 1991 The Commitments. Jim, Sharon e Caroline tinham uma pequena participação como músicos, enquanto Andrea possuía uma fala como Sharon Rabbitte, a irmã do protagonista. Nessa época foram percebidos pelo seu futuro gerente, John Hughes.
Sua primeira apresentação de sucesso foi no The Late Late Show, na época apresentado por Gay Byrne, em 1993, executando a canção "Runaway". Apesar disso eram praticamente desconhecidos fora da Irlanda até 1994, quando embaixador estadunidense no país Jean Kennedy Smith convidou o grupo a se apresentarem em Boston na Copa do Mundo de 1994, o que levou o grupo posteriormente a abrir os concertos de Celine Dion em sua turnê mundial de 1996.



Andrea Jane Corr - vocal e flauta irlandesa




Sharon Helga Corr - segunda voz e violino



Caroline Georgine Corr - segunda voz, bateria, piano e bodhrán (instrumento de percussão irlandês)



James Steven Ignatious Corr - segunda voz (em algumas canções), guitarra, piano e acordeon



Confiram os vídeos:

Esta versão é ao vivo, do show "Unplugged". Fantástica!


Com participação de outro irlandês... Bono do U2!


Andrea Corr e Bono Vox.
Muito gostosa de ouvir.


Nesta música tem um solo de trompete magnífico.


Paul McCartney é fabuloso, mas esta versão é a mais linda que já ouvi.


Esta flauta tira o fôlego, rsrsrs.


Cantada em Gaélico.


Instrumental sempre impecável, característica do The Corrs.
LOUGH ERIN SHORE


Informações do Site Oficial da Banda

Mais um grupo irlandês que eu gosto muito!
Abraços,
Dagui

27 de fevereiro de 2010

De tirar o fôlego...



LOREENA McKENNITT



Loreena Isabel Irene McKennitt (Morden, 17 de fevereiro de 1957) é uma cantora canadense.
Compositora, pianista e harpista, além de muitos outros dotes artísticos, Loorena é conhecida pelo seu estilo de música New Age, celta eclético, com tendências do Médio Oriente.
Loreena é bem conhecida por seus vocais de sopranos.
Filha de Jack e Irene Mckennitt, ela é de ascendência irlandesa e escocesa. Loreena, assim como muitas crianças, demonstrou na infância um grande interesse por música. Foi então que Loreena iniciou-se na formação musical e estudou piano clássico por 10 anos e canto durante 5.



Ano passado ganhei de presente um DVD de Loreena, gravado em Alhambra, uma cidade localizada na província de Granada. Em árabe, significa "a vermelha".
Destaca-se muito por sua arquitetura. É dotada de muitos palácios e fortalezas. O atrativo de Alhambra concentra-se na beleza dos interiores decorados com a arte islâmica que se funde com estruturas cristãs do século XVI e intervenções posteriores em edifícios e jardins, que marcam a sua imagem tal como pode ser contemplada hoje.
Ainda em Alhambra fica o Palácio de Carlos V, um palácio erguido pelo Imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico em 1527.



Palácio De Carlos V - Império Germânico



Jardim dos Leões



No link abaixo é possível visualizar os ambientes internos das construções. Uma pequena mostra do DVD, onde Loreena passeia por entre as construções de Alhambra.









Loreena juntou à cultura celta elementos da música oriental, introduzindo um toque erudito e utilizando instrumentos folclóricos, aliados aos sons eletrônicos obtidos através de sintetizadores. Somado a isto, vocais diáfanos que remetem a eras indefinidas. O resultado desta mistura é o sucesso da canadense.

AINDA SOBRE LOREENA:

Antes de iniciar um álbum, Loreena costuma estudar bem de perto os locais que vai retratar em suas músicas, antes de criar os discos Elemental e Parallel Dreams, ela viajou para a Irlanda, para ter inspiração do país, da história, folclore, geografia e cultura. O álbum The Mask and Mirror, foi concebido após uma viagem para a Espanha, onde trabalharam na Galiza e estudaram a cultura celta da Espanha, juntamente com as suas abundantes raízes árabes. O resultado foi um álbum incluindo elementos da música celta e árabe. De acordo com as notas de seu último álbum, An Ancient Muse, este foi inspirado principalmente por viajar e ler sobre as diversas culturas ao longo da Silk Road.



Durante seus estudos musicais, Loreena teve também interesse em ser veterinária. Apesar de serem ocupações distintas, a influência pela veterinária foi devido ao fato de seu pai ser um comerciante de gado em Morden, Manitoba. Mas o amor pela música foi mais forte, fazendo assim com que Loreena abdicasse da veterinária.

Loreena vendeu mais de 14 milhões de álbuns mundialmente.
 
Os dados biográficos da cantora foram pesquisado no site oficial.
quinlanroad
 
 
OBS.: Antônio, o DVD acabou ficando em casa, mas lembrei de criar um post especial para você.
Espero que tenha gostado!
Beijo grande,
Dagui

25 de fevereiro de 2010

AO SOM DO OBOÉ

Nesta última segunda-feira, assistíamos mais uma vez, o filme "Cruzada" com direção de Ridley Scott e chamou-me a atenção o ator Jeremy Irons.
Na verdade fiz um link com outro filme que vi pela primeira vez há muito tempo. Para ser precisa em 1989, numa aula de história no colégio.
O filme "A MISSÃO" , de 1986, sob a direção de Roland Joffe e tendo em seu elenco Robert de Niro, Jeremy Irons e Lian Neeson retrata um importante período de nossa história e promove um resgate cultural fabuloso.
Retrata a guerra estabelecida por portugueses e espanhóis contra jesuítas idealistas que catequisavem os índios nos Sete Povos das Missões, na América do Sul no século VIII. De Niro faz um violento mercador de escravos indígenas, que arrependido pelo assassinato de seu irmão, realiza uma auto-penitência e acaba se convertendo em missionário jesuíta. Ele ajuda o líder dos catequisadores, Gabriel (Jeremy Irons) a criar um novo mundo em Sete Povos das Missões, mas os portugueses e espanhóis tem outros planos para aquele lugar. Quando Gabriel se recusa a deixar o que construiu, o exército é mandado para tirá-los de lá à força. Um filme empolgante de certo modo, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e que se notabiliza também pela trilha sonora de Ennio Morricone.

DAÍ O TÍTULO DO POST COMO, AO SOM DO OBOÉ:

A trilha sonora deste filme é especialmente tocante. Destaco abaixo um trecho que mostra Gabriel (Jeremy Irons, ainda bem jovem - então a comparação com o filme "Cruzada") embrenhando-se pela mata e tocando o seu oboé, como tentativa de um contato amistoso com os nativos.
Um som das alturas...

Ouça e deixe a melodia penetrar em seus pensamentos e coração. Assista ao vídeo e depois feche seus olhos!!!
Vale a pena!

Assista:





Para onde caminhamos, senão pelo caminho traçado há tempos pela civilização, repetindo as mesmas coisas, repetindo os mesmos gestos, repetindo os mesmos erros da história.

Impossível não se emocionar diante das cenas e da música, um convite ao êxtase dos sentidos.
Boa audição

Dagui!

24 de fevereiro de 2010

A câmera escura, o princípio da fotografia

A fotografia não tem um único inventor. Ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a photographia foi a "câmara obscura". O conhecimento de seus princípios óticos se atribui a Aristóteles, anos antes de Cristo, e seu uso para observação de eclipses e ajuda ao desenho, a Giovanni Baptista Della Porta.
Sentado sob uma árvore, Aristóteles observou a imagem do sol, durante um eclipse parcial, projetando-se no solo em forma de meia lua quando seus raios passarem por um pequeno orifício entre as folhas. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem.
Séculos de ignorância e superstições ocuparam a Europa, sendo os conhecimentos gregos resguardados no oriente. Um erudito árabe, Alhazem, descreveu a câmara escura em princípios do século XI.
No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci fez uma descrição da câmara escura em seu livro de notas, mas não foi publicado até 1797. Giovanni Baptista Della Porta, cientista napolitano, publicou em 1558 uma descrição detalhada da câmara e de seus usos. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.
Alguns, na tentativa de melhorar a qualidade da imagem projetada, diminuíam o tamanho do orifício, mas a imagem escurecia proporcionalmente, tornando-se quase impossível ao artista identificá-la.
Este problema foi resolvido em 1550 pelo físico milanês Girolamo Cardano, que sugeriu o uso de uma lente biconvexa junto ao orifício, permitindo desse modo aumentá-lo, para se obter uma imagem clara sem perder a nitidez.
Isto foi possível graças à capacidade de refração do vidro, que tornava convergentes os raios luminosos refletidos pelo objeto. Assim, a lente fazia com que a cada ponto luminoso do objeto correspondesse um pequeno ponto de imagem, formando-se assim, ponto por ponto da luz refletida do objeto, uma imagem puntiforme.
Desse modo, o uso da câmara escura se difundiu entre os artistas e intelectuais da época, que logo perceberam a impossibilidade de se obter nitidamente a imagem, quando os objetos captados pelo visor estivessem a diferentes distâncias da lente. Ou se focalizava o objeto mais próximo, variando a distância da lente / visor (foco), deixando todo o mais distante desfocado, ou vice-versa. Danielo Brabaro, em 1568, no seu livro "A prática da perspectiva" mencionava que variando o diâmetro do orifício, era possível melhorar a nitidez da imagem. Assim, outro aprimoramento na câmara escura apareceu: foi instalado um sistema, junto com a lente, que permitia aumentar e diminuir o orifício. Este foi o primeiro "diaphragma".
Quanto mais fechado o orifício, maior era a possibilidade de focalizar dois objetos a distâncias diferentes da lente.
Nesta altura, já tínhamos condições de formar uma imagem satisfatoriamente controlável na câmara escura, mas gravar essa imagem diretamente sobre o papel sem intermédio do artista era a nova meta, só alcançada mais tarde com o desenvolvimento da química.

A MAGIA DA FOTOGRAFIA


Eternizar momentos, guardar recordações de lugares e pessoas...
A fotografia há muito encanta a todos pela sua versatilizade e este "poder" de "congelar" o que mais amamos para sempre!


23 de fevereiro de 2010

AO SOM DO TROMPETE

Como sabem, adoro música!!! Gosto de divulgar bons trabalhos.
Recentemente tive "notícias" de um amigo de mais de dez anos... nossa, o tempo voa! Pude ouvir um pouco do que "anda fazendo" pelo sul.
Conheci "Duda" (é assim que os amigos o chamam) quando tive a oportunidade e o privilégio de compartilhar espaço com ele em um grupo musical. Já na época destacava-se no trompete. Nem só no trompete, mas também na bateria, percussão e outros instrumentos.
Seu talento como compositor, arranjador e instrumentista logo saltou aos olhos do público. Sempre disciplinado, determinado e dedicado ao estudo da música, inevitavelmente tornou-se um acadêmico na área. Penso sempre que ele deva fazer aqueles testes para as grandes orquestras.
Fã de alguns estilos musicais como Jamiroquai, por exemplo, garantem a ele versatilidade, desenvoltura e "ginga" para acompanhar qualquer estilo musical. Com facilidade se move do clássico ao jazz, como se brincasse com as notas. Um artista novo, talentoso e competente no que faz!

O artista


O portoalegrense Eduardo Farias, trompetista, luterano e gremista (não necessariamente nesta ordem), é um músico nato. Tendo já investido 19 de seus 28 anos no trompete, Eduardo ainda tem uma vivência sólida na área de Letras (foi professor de inglês por 6 anos, e quase se formou em Letras pela UFRGS). Na música, ainda, investiu em outros instrumentos - participou de gravações como baterista, percussionista e backing vocal - e contribui para o desenvolvimento da música contemporânea na Igreja Luterana, tanto com a performance instrumental quanto com suas composições. Atualmente, cursa Bacharelado em Trompete na Universidade Federal de Santa Maria, e toca na Orquestra Sinfônica de Santa Maria. Além disso, tem se apresentado como solista na Orquestra Sacra da ULBRA, da qual é membro fundador.



Deixo aqui um link, para que tenham uma pequena amostra do trabalho deste músico:


Eduardo Farias também tem seu trabalho em dois blogs:






PRESTIGIEM!

PARA ALÉM DO PENSADOR





"Eu conhecia Rodin apenas pela escultura "O Pensador", não conheço outra obra dele."




Me deu um "CLIC", depois de uma animada e extrovertida conversa sobre arte e artistas, artistas e suas obras, obras e História, História e histórias...
BOOMMM!!! A conversa chegou em "RODIN".
Me ocorreu que, não foi a primeira vez que ouvi alguém dizer isso. Não é nem para se levar um susto, apenas um "CLIC", a fim de trazer aos leitores um pouco sobre a vida e algumas obras deste artista francês, popularmente conhecido pela escultura "O Pensador".

Quem foi?

René-François-Auguste Rodin foi um importante escultor francês. Sua obra teve grande influência do impressionismo e do simbolismo. Nasceu em Paris em 12 de novembro de 1840 e faleceu na comuna francesa de Meudon em 17 de novembro de 1917.

Vida do Artista

Desde criança demonstrou grande interesse por esculturas. Aos 13 anos de idade, entrou para uma academia de arte para aprender os princípios básicos das artes plásticas. Interessou-se e estudou também, por conta própria, anatomia humana para utilizar os conhecimentos na elaboração de suas esculturas.

Aos 18 anos de idade, começou a trabalhar como modelador e ornamentista. Especializou-se na elaboração de esculturas em bronze.

Suas obras principais

Em 1864, teve sua primeira obra “O homem de nariz quebrado” rejeitada pelo Salão de Paris. Os especialistas em arte do salão justificaram a rejeição afirmando que tratava-se de uma obra inacabada.

Em 1875, viajou para a Itália e teve contado direto com as obras, principalmente esculturas, dos artistas renascentistas Michelangelo e Donattello.

Em 1876 terminou sua polêmica obra “A Idade do Bronze”. A obra causou polêmica, pois sua perfeição gerou comentários e críticas no meio artístico. Muitos afirmaram que Rodin teria usado um modelo vivo como molde.

Em 1878, obteve seu tão merecido reconhecimento artístico com a obra “São João Batista pregando”.Este sucesso rendeu-lhe um importante trabalho: a encomenda para a criação de uma grande porta de bronze para o Museu de Artes decorativas de Paris. Conhecida como a “Porta do Inferno”, esta obra teve como tema passagens da obra “Divina Comédia” de Dante Alighieri.

Porém, ao viajar para Londres em 1881, mudou o foco da obra, voltando-se para a temática das paixões humanas e a morte. Infelizmente, após trabalhar vários anos nesta obra, Rodin morreu deixando-a inacabada.

Na década de 1880, Rodin criou outras quatro grandes esculturas: “O pensador” (1880), ”O beijo” (1886), “Os cidadãos de Calais” (1886) e “O filho pródigo” (1889).Rodin é considerado pelos especialistas em artes pláticas um dos mais importantes escultores em bronze de todos os tempos. Grande parte de suas obras estão expostas no Museu Rodin em Paris.


Fonte:
Site Sua Pesquisa


Em 2009, especialmente por ocasião de meu trabalho de conclusão de curso, fiz repetidas visitas ao centro histórico da cidade de São Paulo. A região da Estação da Luz, a Pinacoteca do Estado, O Museu de Arte Sacra, a Vila dos Ingleses e muitos outros lugares, a fim de resgatar um pouco da história, fazer meus registros fotográficos e obter material concreto para meus textos.
A seguir, algumas fotos de esculturas de Rodin que podem ser visitadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo.


Assemblage: Toalete de Vênus e Andrômeda, s.d. Bronze





Beijo – torso masculino, 1889 Bronze



A Sombra – torso masculino, 1889 Bronze
 




Assinatura de Rodin




TRABALHO EM SALA DE AULA


Certa ocasião tivemos a oportunidade de conhecer o artista e suas obras com uma classe de Ensino Fundamental I. Durante o "debate", as crianças manifestaram ter conhecimento da escultura e do artista, mas não associavam os dois. Também manifestaram desconhecer outros trabalhos dele.
Depois de se apropriarem da obra e seu criador, a proposta foi lançada. Trabalhar com papel alumínio, com muito cuidado (pois este papel é delicado e rasga com facilidade) a fim de criar uma figura humana, igualmente expressiva e com originalidade. Porque apesar de estudarmos o artista e sua obra, não é nossa intenção "copiar" esta ou aquela escultura e sim, criar novas formas.
Ficou uma beleza! Observem os detalhes, que mesmo tendo modelagem simples, apresenta sentimento, intenção, movimento... às crianças, coube unica e exclusivamente a tarefa de criar! Estas mãos pequeninas, capazes de emocionar de forma grandiosa!















SIMPLESMENTE SHOW!



15 de fevereiro de 2010

O ENSINO DA ARTE NO BRASIL

Para compreender o presente e planejar o futuro, o passado nos dá os fatos. A História, sem dúvida é necessária e urgente para desvendar os caminhos tomados pelas civilizações, governos, política, trajetória social e principalmente os passos da Educação.

Desvendar os passos do ensino da arte no Brasil implica em compreender as raízes culturais de nosso povo, as heranças deixadas por índios, negros e europeus. Hábitos, costumes e influências que condicionaram o desenvolvimento dos métodos de ensino da arte na escola.
Que espaço a arte ocupa em nossa sociedade, quanto ao ensino e sua recepção nas instituições escolares, qual a concepção do ensino da arte na educação no que se refere às orientações didáticas e a formação do professor?
O Brasil carrega heranças advindas de outros espaços sociais e culturais que respondem às questões contemporâneas relacionadas ao tema, tanto na riqueza e beleza de sua produção artística industrial, quanto à sua afirmação e grau de importância dentro da cultura social e escolar.
Este debate confunde-se com a história da educação brasileira e tem suas raízes no período colonial. Embora a Arte brasileira tenha suas origens em tempos mais remotos, o presente texto direciona-se especificamente para o entendimento das bases que construíram o ensino da arte nas escolas, bem como o reconhecimento desta como área do conhecimento, em patamar de igualdade com os demais componentes curriculares como, história, geografia e outros, não como mero espaço de “trabalhos manuais”, “artesanato” e outras denominações que reduzem a disciplina a uma classificação secundária no grau de importância curricular.
É possível realizar uma breve análise do quadro geral do ensino de Arte no Brasil, quando se verifica os currículos dos cursos que formam os docentes de Artes e de que forma contemplam as questões atuais e concebem a arte como uma linguagem inerente aos processos do indivíduo e da sociedade onde esta interfere diretamente na evolução cultural, comportamental, histórica, assim como também é resultado dela.

Criar não representa um relaxamento ou um esvaziamento pessoal
nem uma substituição imaginativa da realidade;
criar representa uma intensificação do viver,
um vivenciar-se no fazer, e, em vez de substituir a realidade,
é a realidade;
é uma realidade nova que adquire dimensões novas pelo fato de nos articularmos,
em nós e perante nós mesmos,
em níveis de consciência mais elevados e mais complexos.
(OSTROWER apud Lopes 1987, p.28)

A formação e o preparo do professor refletem substancialmente nas discussões que definem a legislação dos currículos bem como em sua elaboração. Sob que olhar estas questões são abordadas e quais direções se pretendem com elas. Identificar os pontos que norteiam a história do ensino de arte no Brasil poderá auxiliar no esclarecimento e na diminuição dos obstáculos existente no reconhecimento da importância da Arte no espaço escolar e fortalecer a luta em prol desta busca, de forma a nos garantir a participação em patamar de igualdade nos debates da atualidade voltados para a Educação e para a arte na educação.
Somos produto do desenvolvimento histórico, onde se percebe a invasão cultural européia e um legado religioso marcado pela subjugação que aos poucos foi disseminando e determinando a extinção de todo um passado já existente em nosso território.
Sabe-se que, muito antes do descobrimento e da colonização do Brasil, o índio já se encontrava aqui e que sua cultura é a nossa raiz. Estes componentes formam nossa matriz cultural. Temos traços desta cultura em nossos hábitos diários como alimentação, higiene, língua, música, arte e demais aspectos da vida social. Contudo, o que nos resta desta cultura hoje é uma mescla com a de outros povos. Somos uma miscelânea cultural. O brasileiro é produto da reunião de diversas culturas. Esta mistura de influências culturais nos privilegia com peculiaridades que dão riqueza de conteúdo e beleza às nossas produções artísticas brasileiras. Principalmente nas produções populares onde os traços de nossas raízes se tornam mais evidentes.
Embora nossa matriz cultural seja resultado da junção de outras culturas, ocorre que desde a Colônia sofremos certa “pressão” que tenta sobrepor o estrangeiro sobre o que é genuinamente nosso. Este fator é um dos principais agentes que nos dão uma certa “ausência de identidade nacional” que perdura até hoje.
Esta ausência não quer dizer que não saibamos de onde viemos, que não sabemos sobre nossa própria história, mas sim que somos um “mosaico cultural” e que por isso produto de várias raízes. Não somos um povo milenar que cultiva tradições, mas sim um povo recente, com pouco mais de 500 anos e que ainda caminha em busca de sua identidade nacional. Esta busca foi uma das alavancas do movimento modernista brasileiro. Busca de identidade nacional, busca de uma cultural genuinamente nossa. Busca pela brasilidade e pela autonomia de nossa arte. Por uma arte brasileira e contra o consumo da arte estrangeira.
Saber para onde caminhamos pressupõe saber de onde viemos.
Entender nossa construção histórica e nos reconhecermos como resultado dela, pode auxiliar na compreensão das metodologias aplicadas ao ensino da arte no Brasil.
Para tanto, a abordagem cronológica histórica se faz necessária, a fim de resgatar práticas docentes do período colonial, através da ação da ordem dos jesuítas que deixou um legado substancial para a educação brasileira.
Este percurso trará luz sobre a trajetória do ensino da arte no Brasil através dos tempos e como se apresenta hoje. Quais características desta visão sobre o ensino da arte se perpetuaram e são praticadas nas escolas da contemporaneidade, bem como o professor se movimenta dentro destas concepções.
Como esta tradição pedagógica influenciou e manifesta suas marcas no ensino da arte no Brasil hoje e de que modo permeia a elaboração da legislação e da proposta curricular.
Que mudanças ocorreram ao longo da história e quais os debates da contemporaneidade a respeito da arte na escola. Porque existem divergências entre o que se propõe e o que se ensina e qual a visão sobre o ensino da arte que permanece registrada no senso comum das pessoas.
Assim como as mudanças na sociedade e seus sistemas de organização exige constante renovação educacional para o atendimento desta demanda na era da informação, assim também as práticas pedagógicas tendem e necessitam adaptar-se a estas mudanças a fim de suprir as necessidades da contemporaneidade, como nos explicita Hernández (2000), com um trecho de McClintock (1993):

A educação escolar necessita ser repensada, porque as representações e os valores sociais e os saberes disciplinares estão mudando e a escola que hoje temos responde em boa parte a problemas e necessidades do século XIX, e as alternativas que se oferecem têm suas raízes no século XVIII. (McCLINTOCK, 1993 apud Hernández, 2000, p. 26).
Fica a a reflexão!
Um super abraço,
Dagmar
Referências Bibliográficas:
HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.
OSTROWER, Fayga. Foto-grafias: as artes plásticas no contexto da escola especial. In: LEITE, Maria Isabel E.; KRAMER, Sônia (orgs.). Infância e produção cultural. Campinas. Ed. Papirus, 2006. p.75-107.

10 de fevereiro de 2010

ANIMAÇÃO

Já dizia Platão com respeito à educação: "Evita a compulsão", adverte ele, "e deixa que as aulas de teus filhos assumam a forma de brincadeira. Isto também te ajudará a perceber a que eles naturalmente se habilitam." Citado por Read(2001), no livro "A Educação pela Arte". As animações apresentadas abaixo foram criadas e desenvolvidas por jovens entre 14 e 15 anos. Após conceituação e contextualização dos processos inerentes ao profissional da animação e do trabalho em si, foram desafiados a criar suas próprias produções. A sugestão era animar quaisquer objetos como: sapatos, brinquedos, utensílios diversos, desenhos... Tudo ficaria completo com a trilha sonora. O resultado saiu DEZ! Uma sequência de pequenas historietas com os objetos mais inusitados possíveis! Simplesmente fantástico!!!

D I V I R T A M - S E !