BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

12 de julho de 2010

YAMANDU COSTA


Vivi no Rio Grande do Sul, um "tantico" mais de dez anos.
Tenho um pouco da minha família por lá e muitos amigos também. Saudade? Sim, e muita!
As tardes de sol e de chuva, acompanhadas de bolo, pipoca, doces, rapaduras e chimarrão. Tomar o mate é uma tradição, quase uma religião. Todo bom gaúcho, levanta ainda antes do nascer do sol, põe a chaleira no fogo e prepara o seu mate. Detalhe: a erva deve estar bem verdinha, parecendo ainda úmida, ou seja, fresquinha. Cuia? Pequena, pelo menos no bojo, assim a erva rende mais, o chimarão fica mais "curto" e saboroso. A água não pode ferver, apenas iniciar a fervura, caso contrário, a erva queima e o chimarrão fica amargo que dói. Na verdade, chimarrão, pipoca, rapadurinhas e outros servem apenas de pretexto. O bom mesmo é o momento ao lado dos amigos.
Toda casa tem CDs ou discos (vinil ainda) de música tradicionalista. Não importa a idade. Se velho, jovem ou criança... todos cultivam e gostam da música local.
Bairrismo? Talvez...
Mas existe aí, uma forte ação de cultivar raízes e preservar as tradições através das gerações. É uma questão cultural e transmissão de usos e costumes.
O jovem "curte" rock e ao mesmo tempo, um bom "fandango", "xote" ou "vaneirão", entre outros ritmos.
É um povo musical.
E dentre os músicos de qualidade daquele Estado, quero destacar YAMANDU COSTA. Grande violonista de projeção mundial.

Nascido em Passo Fundo começou a estudar violão aos 7 anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo “Os Fronteiriços” e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil. Até os 15 anos, a única escola musical de Yamandú era a música folclórica do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai.

Depois de ouvir Radamés Gnatalli, começou a procurar por outros brasileiros, Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello entre outros. Aos 17 anos apresentou-se pela primeira vez em São Paulo no Circuito Cultural Banco do Brasil, produzido pelo Estúdio Tom Brasil, e a partir daí passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro.

Um dos maiores fenômenos da música brasileira de todos os tempos, o jovem Yamandú confirma e merece todos os elogios que recebe quando toca seu violão. Sozinho no palco, é capaz de levantar em êxtase platéias das mais sofisticadas, emocionam os mais apurados ouvidos.

Sua interpretação performática renova cada música que ele toca e revela profunda intimidade com seu instrumento. Todo reconhecimento que recebe em seus 24 anos é apenas um reflexo do que ele leva ao seu público, recriando a magia da música em seu toque, passando pelo seu corpo e se transformando quase milagrosamente.

Yamandú toca choro, bossa nova e tudo, mas também é um gaúcho cheio de milongas, tangos, zambas e chamamés. Um violonista e compositor que não se enquadra em nenhuma corrente musical é uma mistura de todas e cria o seu próprio estilo com rara personalidade. Yamandú faz jus ao significado de seu belo nome “o precursor das águas”.

Apresentou - se com Renato Borghetti, Armandinho, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Almir Sater, Marcelo Bratke, Paulo Moura, Dino 7 cordas e Altamiro Carrilho. Participou individualmente de shows, com Baden Powell, Elba Ramalho e Toquinho.

Yamandú a cada ano tem se superado, além de ser um instrumentista de violão de 7 cordas é compositor e arranjador.
Em Junho venceu o Prêmio Visa Edição Instrumental de 2001, primeiro colocado pelo júri oficial e júri popular.

Apresentou-se no Free Jazz Festival, no Rio e em São Paulo, abrindo a noite dos tradicionais do Jazz. Em 2004, abriu as portas da sua maioridade latina, gravando um álbum com o clarinetista Paulo Moura, um dos maiores músicos de nosso jazz brasil.
Dados Biográficos


CD "Lida" - aqui é possível ouvir trechos das músicas do trabalho


Vídeo - Ana Terra


Vídeo - Lida
VALE A PENA CONFERIR

Abraços,
Dagmar

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