BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

31 de julho de 2010

OBRIGADA

Boa noite a todos!

Ganhei este dois lindos e fofinhos selinhos da amiga Daisy!!!
O mais gostoso desta brincadeira é o fator surpresa... De repente eu abro meu blog e encontro estes mimos e carinhos!
Muito obrigada Daisy, isso não tem preço!
São estes gestos fazem florescer as amizades!








Que graça;
Adorei Daisy!
Um super beijo para você!



E este é o selinho do blog da Daisy


Aliás...
Que tal dar um pulinho no blog da Daisy?


É encantador!


Dedico estes selinho para



Até mais
Com carinho da Dagui!

29 de julho de 2010

TIC-TAC

video

Você sabe o que é música experimental?
Este vídeo faz uma pequena demonstração. Observem o material utilizado. Quem já não experimentou fazer música com garrafas de vidro, ou então, copos? É possível encher o recipiente com quantidades diferentes de líquido a fim de reproduzir notas musicais. Quanto mais cheio, mais grave o som, quanto menos cheio, sons mais agudos e assim por diante...
Aqui são utilizadas embalagens daquelas balinhas Tic-Tac... é um comercial do produto e muito interessante.
À propósito, já fiz o experimento e é possível "tirar som" destas caixinhas, mas... mais difícil que soprar na garrafa. Creio que isso se deva pelo formato da embalagem!
Muito legal!
Que tal experimentar com os alunos? Produzir sons com materiais alternativos, montar uma mini-orquestra de instrumentos "diferentes" ou não convencionais? Fazer composições livres ou baseadas em música popular brasileira? São idéias...
Estou reunindo material sobre música experimental, com textos e alguns artistas que se dedicam a esta arte para vocês!

Um ótimo dia e divirtam-se com o vídeo.
Beijos da Dagui

28 de julho de 2010

PARA DESCONTRAIR E TAMBÉM REFLETIR

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

Jô Soares






O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.

Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao colégio, é um 'caxias'.

Precisa faltar, é um 'turista'.

Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.

Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.

Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.

Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.

Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.

A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.

Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.

Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.

Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.

O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Agora a reflexão...
(de um e-mail que recebi neste instante, casualmente, mas eu diria até "providencialmente" para auxiliar no que muitos professores tem vontade de dizer, contudo...)

Abaixo envio uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha no Colegio Estadual Julio Mesquita, à revista Veja.

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.
É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde erainadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite??? (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.   Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há unsanos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série.
Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração; Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m.de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. ( Professor de Educação infantil, não tem interva-lo).
Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais.
E a saúde?
É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico, tem que repor horas aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “...”,”...”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de bandidismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.


Tenham todos um excelente dia!!!
Bjs da
Dagui

27 de julho de 2010

UM PRESENTE QUE EU FIZ

Bom...
pesquisei sobre selos de blogs.
É um tipo de certificação e tem para várias categorias de blogs.
É possível criar selos e banners para divulgação dos blogs.
Ainda não me inteirei bem sobre o assunto, pois depende de linguagem HTML, etc. e tal..., tal e etc.
Então, na empolgação...
Criei um eu mesma, do jeito mais simples possível, mas muito fofo!
O selo "BLOGTIGRÃO".
Fiz este selo para presentear alguns blogs que gosto bastante de visitar, em agradecimento pelo carinho recebido!
É como um cartão virtual!




Gostei! Achei super simpático!
Espero que meus escolhidos também gostem!
Beijos da Dagui

Blogs presenteados:

REPAGINANDO


Lembram do móvel do post "Transformação"?
Aí está ele, mas quero dar especial atenção para a outra peça.
A que está aparentemente desprezada ali ao lado!

Esta


Um pequeno criado mudo!

Que também foi repaginado...



...baguncinha básica...







Nesta peça, não foram feitos detalhes.
Achei que ficaria muito pesado, pois ele é pequeno e ficaria no mesmo ambiente do baú.
Assim, apenas a cor branca cumpre o seu papel de dar mais leveza e harmonizar com os outros elementos do espaço. Peças escuras que ficam mais suaves com estes dois móveis claros.

Faltou a foto dele no lugar né...
amanhã faço uma e posto aqui, ok?

Um beijo de boa noite,
Dagui










 Prometi e cumpri.
Ficou assim!

Bj
Dagui

26 de julho de 2010

PRIMEIRO PRESENTE DO BLOG

Olha só que coisa interessante e ao mesmo tempo gostosa!
Blogs são verdadeiras redes de comunicação e acabamos por conhecer muitas pessoas que fazem o mesmo que nós... gosto de pesquisar blogs sobre o mesmo tema que o Mania Colorida, para ver o que acontece por aí no mundo virtual. Encontro muitos blogs fantásticos, cheios de novidades, recheados de trabalhos lindos!
Percebi que existe uma coisinha chamada "selinho" e este é um presentinho mimoso que uma blogueira ou blogueiro dão à outro em razão do blog.
Uma demonstração de carinho e agradecimento pelas visitas feitas ao blog, por comentários, pela troca de informações, idéias e amizade.



Então... hoje ganhei um.
E ele veio do cantinho da Regina.
Um espaço muito simpático e transbordante de artesanato bonito e de qualidade e que tem me visitado com frequência, deixando sempre palavras perfumadas! É muito gostoso isso!
E vi também que existe uma regrinha para o selo. Devo dedicar à alguns amigos!
Bem... então lá vai...

Dedico este selinho para:

Eduardo Farias - um blog bem legal sobre música

Estive pensando... - Raquel

Raízes de Goiás - Ozanna

Lili Crochê - Marli

Scoala Glodeanu Sarat - Nicolas

ARTEISA - Isabel

Casaleira - Raquel

Adorei esta idéia!!!
Obrigada Regina pelo carinho,
Um super beijo
da Dagui

24 de julho de 2010

O ENSINO DA ARTE HOJE: TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS

 Por Dagmar Amsberg



“Aqueles que defendem a Arte na escola meramente para liberar a emoção devem lembrar que podemos aprender muito pouco sobre nossas emoções se não formos capazes de refletir sobre elas.”
(BARBOSA, 2008c, p.21).


Os debates de hoje sobre o que realmente importa no ensino da arte dentro da escola, caminham para a afirmação de tudo o que já foi dito antes por Arte Educadores que se empenharam e se empenham sem reservas na luta pelo reconhecimento da arte como disciplina de conteúdo, de história, de origem e percurso bem estruturados e definidos.

Hoje a arte é percebida também como produção cultural, expressão pessoal. Barbosa (2008c), destaca que a “Arte na Educação como expressão pessoal e como cultura é importante instrumento para a identificação cultural e desenvolvimento pessoal” (p.18). Ainda no mesmo trecho, enfatiza que “por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica”, o que permite ao indivíduo desenvolver sua criatividade, através da reflexão, analisando sua realidade e sendo capaz de modificá-la.

O uso da imagem torna-se cada vez mais presente e necessário, uma vez que o mundo hoje nos oferece o código visual de forma intensa e constante. E isto fica implícito no texto de Barbosa (2008a) que diz “aprende-se a palavra visualizando” (p.28). Embora simples em sua compreensão, este conceito é ao mesmo tempo complexo quando transportado para o campo artístico. Principalmente depois de toda abordagem histórica relatada no presente trabalho, que mostra claramente as práticas de ensino da arte baseadas na reprodução, no tecnicismo, no “treino” do traço, na criação do “hábito da arte” na criança.

Segundo Barbosa (2008a), a necessidade de “alfabetização visual” confirma a importância do papel da arte na escola. Refere-se à “leitura do discurso visual” como um processo que vai além da análise dos elementos formais de uma obra, ou seja, a linha, a cor, a forma, volume, equilíbrio e ritmo. Esta “leitura” é focada na “significação que esses atributos, em diferentes contextos, conferem à imagem” (p.18).

“Não se trata mais de perguntar o que o artista quis dizer em uma obra, mas o que a obra nos diz, aqui e agora em nosso contexto e o que disse em outros contextos históricos a outros leitores.”
(BARBOSA, 2008a, p. 18-19).

Diante da enorme variedade de veículos que nos permitem o acesso à imagem, sejam eles a mídia, os livros, jornais, revistas, informática, outdoors, propagandas, produtos nas prateleiras, o mundo que nos cerca, bem como conceitos e idéias, nos permitem a ampliação e a busca constante dos processos armazenados em nossa mente sobre que imagem está registrada para cada evento. Percepção esta que é individual, segundo o código recebido por cada pessoa desde a infância. Inconscientemente, “nós aprendemos por meio delas” (p.19).
Segundo Barbosa (2008c), “testemunhamos hoje uma forte tendência de associar o Ensino da Arte com a Cultura Visual” (p.19).
Enfatiza também a característica da Arte Educação Pós-Moderna, que não mais se atém somente aos “códigos europeus e norte-americanos brancos, porém mais atenção à diversidade de códigos em função de raças, etnias, gênero, classe social etc.” (p.19).
Não apenas o lado erudito desta cultura é apresentada, mas a junção do erudito com o popular, esta é, segundo Barbosa (2008c), a “grande ênfase que vem sendo dada aos projetos de Arte-Educação que demonstram o mesmo valor apreciativo pela produção erudita e pela produção do povo” (p.20), e assim acabam por tecer um fio que une a Cultura da Escola e a Cultura da Comunidade exercendo a prática da contextualização e valorização da diversidade.
Em sua pesquisa, Barbosa (2008c) elenca uma série de pontos importantes que nos mostram os caminhos que a Arte Educação vem traçando na escola, quais as metodologias aplicadas, quais as perspectivas de ensino e tendências atuais.
Em seu discurso, a questão da inserção da imagem na sala de aula como código visual a ser decifrado e aprendido é uma constante. Para ela, “reconhecer que o conhecimento da imagem é de fundamental importância não só para o desenvolvimento da subjetividade mas também para o desenvolvimento profissional” (p.20).
Então, o ensino da arte na escola passa por mudanças significativas que não só atestam e conferem à arte sua importância máxima, como a colocam no “topo” no que se refere às bases curriculares. A arte, no fim, é a base de todas as demais disciplinas, no que se refere ao uso da imagem, dos códigos visuais e de sua relação com a identidade humana. É de fato, uma grande “área do conhecimento” e não pode ser ignorada e relegada à inutilidade no ambiente “acadêmico” como nos confirma Tourinho (2008) quando diz:

Tenho a impressão de que se perguntássemos aleatoriamente a opinião de pessoas sobre se a Arte deve ou não – e porque – ser disciplina obrigatória em todas as séries do ensino fundamental e médio, provavelmente teríamos um grande número de posições contrárias a este ensino. [...] a situação seria diferentes se, em vez de Arte, perguntássemos sobre outras áreas do conhecimento como Português, História ou Ciências. [...] disputa entre Arte e outras áreas ditas “acadêmicas” no currículo da escola. A hierarquia do conhecimento escolar – explícita ou implícita – ainda mantém o ensino de Arte num escalão inferior da estrutura curricular.
(TOURINHO in Barbosa, 2008c, p.28)

Para Tourinho (2008), as diferentes interpretações dadas ao que se diz serem argumentos que justifiquem a presença da Arte como disciplina no currículo escolar se resumem em “ausência de conhecimento teórico e prático da educação e da Arte e de sua função pedagogia na escola” (p.33).
Diante das discussões em torno do tema, Tourinho nos fala de uma perspectiva “relacional e contextual”, onde aponta a importância de se contextualizar o ensino da arte ao meio em que é praticada, ou seja, quando o aluno é capaz de perceber a relação entre o que ele vê, assimila, associa à sua realidade, toma como verdade, aprende a usar como ferramenta também intelectual e não apenas “manual”. Fazer arte por simples expressão, mas que expressão? Toda expressão tem um caráter conceitual. Ver, refletir, decodificar, associar e depois produzir. Existe uma imensa fonte de transmissão de conhecimento neste âmbito.
Estes saberes, segundo Tourinho (2008), já estão organizados e sistematizados, no entanto, em todo o processo de mudança, nos complementa com a afirmação de que “como transformar é inevitável – relacionar e contextualizar exige, no mínimo, esta disposição – o ensino da Arte na escola não está em busca de soluções. Está em busca de provocações” (p.33). O professor pode ser este “provocador”, que instiga o aluno a pensar, que incentiva o aluno a produzir pensando, expressando, se manifestando e se posicionando frente ao seu próprio “fazer artístico”, que não pode mais ser recebido como atividade manual,nem interpretado como aula “livre” ou de “atividades prazerosas”, “anti-estressantes” e de “liberação emocional”, como afirma Barbosa (2008c), “grito da alma” e que por si só não traz nenhum progresso. Barbosa (2008c), diz que “na educação, o subjetivo, a vida interior e a vida emocional devem progredir, mas não ao acaso” (p.21), ou seja, “se a arte não é tratada como conhecimento [...] não estaremos oferecendo uma educação nem no sentido cognitivo, nem no sentido emocional”, e conclui que a escola “deve se responsabilizar por ambas” (p.21).
Portanto, repensar o ensino da arte na escola, no contexto escolar cabe não apenas aos Arte Educadores, mas a comunidade escolar como um todo.
As tendências do ensino da arte na contemporaneidade concentram-se no uso da imagem como fonte de análise e produção de novos conhecimentos e leitura contextualizada da realidade do aluno, para o aluno e com o aluno como agente e não mais expectador apenas.


Vincent Van Gogh. "Noite Estrelada"



Criança de 8 anos. "Noite mais do que estrelada"


Como estas mudanças são percebidas pelos professores de arte, Barbosa (2008c) elenca num documento onde compara as situações de antes e de agora. Destaca que hoje, se tem mais compromisso com a cultura e com a história, ao contrário do que se praticava na década de 1980 onde se valorizava apenas a expressão pessoal do aluno, no conceito de que “todos somos artistas”(p.17). Esta concepção foi substituída pela “idéia de que todos podemos compreender e usufruir da Arte” (p.17).
A relação entre o fazer e a leitura da obra de Arte, denominada “apreciação interpretativa”, bem como sua contextualização histórica, social, antropológica e estética ganham espaço na sala de aula, tornando o aluno participante da construção destes conceitos.
Barbosa (2008c) diz que “só um saber consciente e informado torna possível a aprendizagem em Arte” (p.17).




Peça feita por crianças de 8 anos
Grafismo Indígena

Uma das mudanças mais significativas no ensino da arte é que a valorização da Cultura como um todo e em todas as suas particularidades e regionalidades, locais ou internacionais até, permitem conhecer o mundo em que se vive de um modo distinto do que se este conhecimento for adquirido apenas pela leitura da linguagem escrita ou oral. “Não podemos entender a Cultura de um país sem conhecer a sua Arte” (Barbosa, 2008c, p. 17). A arte por ser uma linguagem que aguça os sentidos, é capaz de transmitir significados que não podem ser transmitidos através de outras linguagens como o discurso oral e científico e sim, apenas através da imagem. Esta torna-se então passa a ser a matéria-prima utilizada nas aulas de arte. Ela por si só reúne todos os requisitos para a transmissão da mensagem através da visualização, contextualização e do sentir. É uma linguagem completa, entretanto, não universal, pois, depende dos códigos pré-adquiridos, ou seja, da alfabetização visual.





Segundo Barbosa (2008c), o conceito de criatividade também se ampliou. O que antes era somente criação e originalidade, num ato de livremente se produzir expressões artísticas, hoje é entendido como “desconstruir para reconstruir, selecionar, reelaborar, partir do conhecido para modificá-lo de acordo com o contexto e a necessidade” (p.18).
E conclui ainda que, na contemporaneidade a Arte é vista e debatida no ambiente escolar “tendo como um grande guarda-chuva o binômio: Arte como subjetividade e Arte como cultura na sala de aula” (Barbosa, 2008c, p.22).


Em todas as colocações de Barbosa, sejam elas referentes à história do ensino da arte no Brasil, nas práticas de sala de aula, nas metodologias ou currículos utilizados, nunca deixa de mencionar a tão importante formação do professor que precisa absorver todas estas mudanças, assimilando-as e decodificando-as a fim de ser a ferramenta que viabiliza o processo em sala de aula. “Mas, é responsabilidade excessiva sobre os ombros dos professores, eles precisam ter seu ego cultural reforçado e melhores salários” (p.21).
Outro autor que nos lança no assunto com outras perspectivas de olhar é Fernando Hernández, que apesar de ser espanhol e não brasileiro, inteirou-se das práticas educativas e da Cultura brasileira para escrever seu livro que trata da Cultura Visual como mudança educativa, citando no decorrer do livro os estudos sobre imagem desenvolvidos pela Arte Educadora Ana Mae Barbosa.
Hernández reforça a tese da importância da Arte na Educação e se posiciona enfaticamente quando fala da necessidade da formação do professor, das mudanças curriculares, e do reconhecimento da Arte como disciplina e área do conhecimento, tal como apresentado neste texto.
A intenção de trazer Hernández para este debate é com a finalidade de buscar um olhar “de fora” para analisar a arte na Educação – como ele mesmo denomina – que comprove e corrobore com os debates e idéias que circulam entre os Arte Educadores brasileiros. Não que se precise de uma certificação “internacional”, mas com a simples justificativa de que nossas mudanças com relação à percepção do ensino da arte na escola brasileira é mais do que atual, é uma tendência mundial e que nossos Arte Educadores, dedicados à pesquisa e à busca dos caminhos para a viabilização da Educação pela Arte não falam sozinhos, mas sim, em nome de uma classe, a dos educadores de arte. Hernández não só reforça as idéias de Ana Mae, como as utiliza em seu livro que fala do uso da imagem em sala de aula e das tendências atuais para o ensino da arte.


Recriação dos "mantos" de Arthur Bispo do Rosário




Quando a editora artes Médicas me apresentou a possibilidade de traduzir o livro Educación y cultura visual, que havia sido editado em 1997 pelo Movimento de Cooperação Educativa, a primeira coisa em que pensei foi que era me dada a oportunidade de completar outra volta da espiral que representa minha relação com os educadores brasileiros.[...] minha estada como professor convidado da Faculdade de Educação da universidade Federal de minas Gerais, girou em torno da formação dos professores e da necessidade de repensar a educação.[...] Permitam-me que lembre dessa trajetória. Em 1993, tive meu primeiro contato com alguns educadores brasileiros [...] convidado pelas professoras Dras. Regina Machado e Ana Mae Barbosa, descobri, por meio de um seminário com professores de diferentes níveis de ensino, uma parte da riqueza da onda de mudança que estava acontecendo na educação brasileira e o papel que os movimentos sociais tinham nesse processo. (HERNÁNDEZ, 2006, p.7).

Vincent Van Gogh. "Os Girassóis"



Criança de 5 anos. "Meus girassóis"


Os debates sobre o ensino de arte, no contexto brasileiro, atraíram este educador que aprofundou algumas questões do tema em análises filosóficas de grande importância para nossa reflexão.
Quanto ao currículo, Hernández (2006) escreve que a arte é “uma matéria sempre presente no currículo, ainda que em uma posição de relevante marginalidade” (p.9). e quando aborda a necessidade de renovação justifica que “não se pode continuar afirmando que a arte na educação gire em torno do desenvolvimento de uma série de habilidades manuais” ou ainda “propostas didáticas baseadas num conhecimento sem contexto” (p.9).
E por último, conceituações substanciais que remetem à reflexão sobre que bases e trajetória, caminha a Arte Educação no Brasil,

Projeto Dom Quixote
Trabalho interdisciplinar

Repensar a educação a partir da arte, da cultura visual, é fazê-lo, em parte, da posição dos perdedores, pois quase ninguém considera esses conhecimentos valiosos para a formação e para bagagem dos cidadãos mais jovens. [...] diante do poder do pensamento único, no qual dominam as leis do mercado, dedicar o livro a falar da educação escolar desde uma parcela de conhecimento caracterizada por sua inutilidade aparente pode ser uma ousadia. [...] não estamos diante de uma disciplina marginal se olharmos as páginas econômicas dos jornais, onde se oferecem conselhos para investir no mercado da arte ou se estuda os resultados econômicos da indústria do desenho, da publicidade e do lazer audiovisual. (HERNÁNDEZ, 2006, p. 27).



PARA SABER MAIS:

BARBOSA, Ana Mae . A imagem no ensino da arte. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2008a.

__________ (org.). Ensino da arte: memória e história. São Paulo: Perspectiva, 2008b.
__________ (org.). Inquietações e mudanças no ensino da arte. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008c.
HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.
TOURINHO, Irene. Transformações no ensino da arte: algumas questões para reflexão conjunta. In: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva, 2008. p.27-34.


fotos: arquivo pessoal

Um super abraço,
Dagmar

ABENDS WILL ICH SCHLAFFEN GEHN


Abends will ich schlaffen gehn,
vierzehn Engel um mich stehn:
zwei zu meinen Häupten,
zwei zu meiner Füßen,
zwei zu meiner Rechten,
zwei zu meiner Linken,
zweie, die mich decken,
zweie, die mich wecken,
zweie, die mich weisen zu Himmels Paradeisen.

(Deutsches Kinderlied)


***

À noite eu vou dormir,
quatorze anjos ao meu redor:
dois sobre a minha cabeça,
dois para os meus pés,
dois à minha direita,
dois à minha esquerda,
dois que me cobrem
dois que me despertam,
dois que me mostram o Paraíso Celeste.
(Canção Infantil popular alemã)

***

Um excelente sábado!
Com carinho,
Dagui

23 de julho de 2010

TRANSFORMAÇÃO


Este é um "velho baú velho" usado para guardar mil coisas dentro dele. Já viajou muito e cruzou oceanos...
Hoje é peça decorativa.
Cerca de uns três anos, mais ou menos havia dado a ele este visual. Então decidi mudar o ar da peça e num belo dia de jogo do Brasil...
A oficina começou a funcionar.



Depois de remover a tinta anterior, dei duas demão de tinta branca PVA brilhosa. Cobriu rapidamente e a secagem é quase instantânea. Fiz os traços iniciais à lápis  e depois diluí um pouco de pigmento "xadrez" na mesma tinta para traçar os ramos que aí estão.







Quis dar idéia de continuidade nos traços. O ramo brotando de um canto do baú e espalhando-se por toda a peça, como que envolvendo-a.






Com muita calma e mão firme, o pincel desliza pela peça em finos traçados. As irregularidades da peça, como os frizos, pregos, emendas e a ação do próprio tempo exigiram mais precisão e cuidado.




Com tinta acrília comecei a pintar estes pequenos pássaros para dar um toque de cor.







Estes fiz no dia seguinte pela manhã...
antes das 07:00h!!! Olha a luz do sol...





Ficou bem diferente e deu mais leveza ao ambiente. Um aspecto meio "Bauern", meio "Twitter", meio "Nouveau"... muito Dagui.

Beijos

22 de julho de 2010

GOIÂNIA E SEUS ARTISTAS...

cobertura de um evento de moda





Van Gogh da fotografia...





P A B L O   D E   R E G I N O


Particularmente gosto de fotografia. O que a torna inusitada é o fato de ser uma arte que independe da utilização de materiais como lápis, borracha... sendo construída muito sobre o olhar e a sensibilidade do fotógrafo, que neste caso chamo de fotógrafo-artista, ou será, artista-fotógrafo?
Também não o faz artista o ato de clicar e registrar a imagem. O melhor ângulo, a luz perfeita, a sombra, a hora do dia são elementos que influem na imagem. O trabalho de laboratório, a revelação, a cópia o ajuste das tonalidades das cores... mais magenta, menos magenta... é como escolher as tintas para a pintura da tela. Mesmo que hoje, os processos fotográficos sejam digitalizados e com recursos mais modernizados, não de caracterizar-se como arte. Continua presente e cada vez mais exerce fascínio sobre o espectador. E assim é a arte, um instrumento que se modifica, se moderniza, agrega o que há de novo, no intuito de "tocar" a quem vê e ser um canal de vasão emocional a quem faz. Ela comunica o tempo todo.
Ela transfere ao espectador parte do artista e mesmo que, não o seja em sua totalidade, interage com este no campo do olhar e do simbólico. Então meus caros leitores, se é uma tela, um desenho, uma charge, escultura, música, filme ou fotografia, não importa. São imagens, são sinais, são cores, formas esteticamente organizadas no intuito de exprimir e comunicar subjetividades, assimiladas ou não pelo espectador, mas se torna completa no olhar deste. Completa seu destino. Começa na idéia do artista e se completa na mente do espectador... Fabuloso não?
Há alguns dias, postei sobre uma mostra fotográfica que aconteceu aqui em Goiânia, sob o título "GOIÂNIA EM FOTOGRAFIA". Através desta divulgação recebi a visita e um comentário do fotógrafo Pablo de Regino no blog. Visitei o site http://www.pablofotos.com.br/ e pude conferir o belíssimo trabalho realizado por ele aqui em Goiânia. Em seu espaço virtual, onde expõe as fotos que faz, Pablo revela um trabalho de extrema sensibilidade e qualidade.


Foto noturna da cidade de Goiânia. Cruzamento da 63 com a 85.


Todo artista concorda que a fotografia é uma arte excepcional, quando realizada por lentes precisas e sob o olhar perspicaz do fotógrafo.




Fotografias não são apenas impressões de imagens num papel, ou registro de um momento que queremos guardar apenas... e olha que isso é preservar memória, história, partes de nossas vidas que desejamos eternizar, só para não perder aquele "instante" de alegria.
O artista-fotógrafo capta muito além da imagem em si.
Ele é capaz de sondar a alma das pessoas ou de capturar em sua lente a brisa batendo na folha fazendo com que se desprenda da árvore e seja lançada ao chão.
Reter a imagem "daquela tonalidade" do pôr-do-sol, ou "daquela intenção" do sorriso infantil... somente um artista pode fazer.


"Desde cedo" (estádio Cerra Dourada)


Fiquei tão encantada que escrever um post sobre o artista foi automático. Solicitei via e-mail autorização para colocar aqui alguns de seus trabalhos e com isso descobri que é formado em Artes Visuais.
Realiza trabalhos voltados para eventos, shows, festas de aniversário, casamentos, books e outras atividades.
No blog, o leitor pode pesquisar fotos por assunto, ou temas.
Muito interessante, bonito e bem organizado.
Parabéns!

Segue o endereço de seu estúdio em Goiânia:

Sede Propria / Estúdio WA Imagem:

Rua 131, Nº 283, St. Sul, Goiânia – GO
Tel.: (62) 3281-2575 – Cel.: (62) 8442-2883
Email: contato @ pablofotos com br

clique no link "Pablo Fotos" para visualizar o blog do fotógrafo
PABLO DE REGINO


Esta é a minha dica de hoje.

Abração da Dagui!

21 de julho de 2010

UM TRABALHO NOTA DEZ!

Tenho aqui um belíssimo trabalho baseado na obra "Retrato de uma jovem" (1919) do artista espanhol Joan Miró.
Paula Yuri, utilizou papel sulfite e lápis de cor para caracterizar a obra com um toque de seu estilo pessoal para os desenhos, o Mangá.

Um belo resultado!


MIRÓ, Joan. Retrato de uma jovem (1919)



Paula Yuri (2008).

Bem... prometi à Paula que enviaria este trabalho dela, digitalizado, via e-mail!
Porque o original... bem... este foi um pesentão!
Paula então me prometeu colocar seus trabalhos em seu blog!
Então...
Estamos quites... e eu curiosa para ver novos desenhos de Paula!

Beijos da Dagui!

19 de julho de 2010

ANISTIA INTERNACIONAL

video

Este vídeo elaborado pela Anistia Internacional é uma interessante animação feita através de desenhos e recursos computadorizados.
Foi divulgado no mundo inteiro para defesa dos Direitos Humanos e enfoca principalmente:

- A libertação de prisioneiros de consciência
- A violência contra as mulheres
- O uso da tortura
- A abolição da pena de morte
- A utilização de crianças-soldados

Tenho ele arquivado desde o início do ano de 2009, quando recebi por e-mail.
Utilizei inúmeras vezes, dentre outras mostras de vídeos, nas aulas introdutórias sobre animação.
Inevitavelmente surgia a temática política e social para discussão.
As maiores idéias surgiram destas conversas informais.
A animação pode ser utilizada de forma a integrar diferentes disciplinas, onde estas discussões podem ser aprofundadas. 
A criação e apresentação de animações feitas pelos alunos é uma forma de coroar o fechamento do tema..
Bom trabalho!

Dagui

17 de julho de 2010

ÁRVORE SECA

Aquarela sobre papel fabriano

Dagui

AS CONCHAS

Lápis de cor sobre papel sulfite
Inspirado nos traços do artista plástico Velci Soutier

Lápis grafite 6B sobre papel desenho
Cópia de conchas

bjo
Dagui