BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

20 de fevereiro de 2011

FAZENDO ARTE POR AQUI...















Estou dando os retoques finais!
A tela é bem grande. Tem 80cm x 80cm.
Que tal?
Beijos e boa noite.

Dagui

14 de fevereiro de 2011

A educação que ainda é possível



“Se a educação ainda é possível, num mundo que tanto espera dela, e quando há tantos descontentes que se esforçam para nos mostrarem a sua deterioração, é porque acreditamos na possibilidade de a redescobrirmos”

José Gimeno Sacristán

QUAL É A TUA ESSÊNCIA?




“NÃO CONTO GOZAR A MINHA VIDA; NEM EM GOZÁ-LA PENSO. SÓ QUERO TORNÁ-LA GRANDE, AINDA QUE PARA ISSO TENHA DE SER O MEU CORPO E A MINHA ALMA A LENHA DESSE FOGO.
SÓ QUERO TORNÁ-LA DE TODA A HUMANIDADE; AINDA QUE PARA ISSO TENHA DE A PERDER COMO MINHA.
CADA VEZ MAIS ASSIM PENSO. CADA VEZ MAIS PONHO NA ESSÊNCIA ANÍMICA DO MEU SANGUE O PROPÓSITO IMPESSOAL DE ENGRANDECER A PÁTRIA E CONTRIBUIR PARA A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE.”
Fernando Pessoa


Agora eu pergunto:

Que marca pretendes deixar na humanidade?
Beijos
Dagui

13 de fevereiro de 2011

A VOCÊ, ADULTO QUE PENSA TUDO SABER...

(...) a criança só pode assumir o papel de proprietário, do utente, e nunca do criador; ela não inventa o mundo, utiliza-o: os adultos preparam-lhe gestos sem aventura, sem espanto e sem alegria. Transformam-na num pequeno proprietário aburguesado que nem sequer tem de inventar os mecanismos de causalidade adulta, pois já lhe são fornecidos prontos: ela só tem de utilizá-los, nunca há nenhum caminho a percorrer.(Barthes, 1989, p.41)



Onde mais reside a inocente fantasia de poder ser este ou aquele personagem?
Onde mais existe a possibilidade de sonhar livremente, sem interferências da própria subjetividade já viciada pela trajetória da existência, senão na infância?

Guarde a criança dentro de você!
Beijos
Dagui

O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL




O ser humano está em constante e contínuo desenvolvimento, aprendizagem e socialização.
Seus progressos se dão pela necessidade de adaptação ao meio, aos novos desafios e mudanças inerentes à evolução.
Quando criança, durante seu crescimento e desenvolvimento intelectual e social, adapta-se e relaciona-se com o meio em que vive. Estas experiências é que a preparam para o futuro, para viver e ser um indivíduo independente e capaz de conduzir as próprias ações.
Segundo Brougère, a criança brinca de acordo com o espaço onde está inserida. A cultura do meio onde vive está diretamente relacionada ao modo como brinca e como se manifesta neste mundo. A brincadeira proporciona prazer e diversão, representa desafio e estimula o pensamento reflexivo da criança. Para ele, o desafio da Educação consiste exatamente aí, desvendar este “mundo” em que a criança se encontra. Conhecê-lo e compreendê-lo é um ato de dedicação e constante observação por parte do educador infantil.
A brincadeira faz parte do universo infantil e é um ato saudável na medida em que proporciona à criança a possibilidade de manifestar suas emoções, criar situações, vivenciar episódios do cotidiano, encenar estes episódios, relacionar-se com outras crianças e adultos, expressar suas conclusões e pensamentos. Tudo faz parte do aprendizado. É como se ela “treinasse” na infância as ações do futuro. No ato de brincar a criança aprende sobre o mundo do adulto e elabora pensamentos organizados sobre ele.
Sendo assim, a brincadeira é vista sob os diversos enfoques como benefício ao desenvolvimento infantil. Ajuda a criança a crescer saudável, dá vazão aos sentimentos, favorece a aprendizagem e simula situações reais de sua vivência, denunciando sua realidade, tanto para as questões positivas quanto para ausências afetivas e possíveis lacunas em seu ambiente social.
Na brincadeira a criança reproduz situações reais vividas por ela e observadas por ela nas ações dos adultos com quem convive.
Os jogos contribuem para o desenvolvimento intelectual, motor, social, criativo e emocional da criança. Apropriado deste conhecimento, o educador infantil tem em suas mãos uma poderosa ferramenta para seu trabalho. Pode então planejar as ações lúdicas com propósitos educacionais. A brincadeira só tem efeito educativo se é realizada com objetivos.
Vygotsky afirma que a criança tem a necessidade imediata de satisfação de seus desejos. Como isso nem sempre ou, raramente é possível, ela mergulha num mundo de fantasia onde tudo pode realizar. Desta forma encontra equilíbrio para resolver esta tensão provocada pelo imediatismo característico na infância.
Para ele, a brincadeira dá esta possibilidade à criança, de resolver suas questões sociais, emocionais, cognitivas e afetivas. Ainda, a brincadeira possui 3 elementos essenciais: a imaginação, a imitação e a regra.
As orientações didáticas para a Educação Infantil, priorizam a ludicidade por estar diretamente ligada ao aprendizado e favorecer à criança a elaboração de seu conhecimento, conceitos e hipóteses sobre sua realidade.
Se a criança aprende mediante a brincadeira, o desafio do educador está em apropriar-se deste artifício e buscar constantemente inovações para atrair a atenção dos pequenos, favorecendo ambientes agradáveis onde estes tenham liberdade para crescer.
Nos povos da antigüidade, o jogo tinha a pretensão de ensinar aos mais jovens, valores e conhecimentos dos mais velhos.
Platão já afirmava ser o lúdico essencial para a formação do caráter e da personalidade da criança e que a matemática lúdica deveria conter exercícios de cálculos ligados a problemas extraídos do cotidiano. Conceito que encontra-se bem presente nas ações de ensino atuais.
Para Aristóteles o “homo ludus”, denominado como o que brinca e cria. Fazia menção à relação do aprender com o prazer. Só se aprende quando se tem prazer nisso.
Durante o período medieval, os jogos foram interpretados como algo sem significado e profano. Somente na Renascença, voltou-se a pensar sobre o lúdico relacionado ao pedagógico. A partir daí ocorre fragmentação do ato de brincar, do ato de estudar. Os dois aconteciam em momentos e lugares diferentes. “Lugar e hora de estudar” e, “lugar e hora de brincar”.
Segundo Rousseau, a criança sente-se confortável quando a aprendizagem se dá com o lúdico, pois o lúdico e a alegria é nato da criança, é seu estado natural.
Promover o ato de pensar na criança desenvolve nela a inteligência. Quanto mais se pensa, mais se exercita a inteligência.
Pestalozzi enfatizou a importância do jogo como ferramenta de interação social e cooperação.
Para Froebel, a criança deve ser estimulada a brincar e nesta ação, deve sentir-se livre para criar e formular suas hipóteses.
O brincar, o lúdico surgem como um aspecto importante para a aprendizagem. Através da brincadeira e do jogo, a criança relaciona-se com o outro estimulando sua zona de desenvolvimento proximal, favorece seus estágios de evolução a maturação física, intelectual e emocional.
Na brincadeira a criança se defronta com desafios e problemas, tendo que buscar soluções. No ato de brincar a criança representa a si mesma e o mundo onde vive. Exerce o treino da concentração e atenção. Precisa estar disponível para o outro. Desta forma a brincadeira acontece com naturalidade e os conflitos são importantes para que a criança aprenda a resolver suas dificuldades. Desenvolve a criatividade e a elaboração do pensamento.
Uma vez que a brincadeira é um ato natural da criança, todo o conhecimento que irá adquirir do mundo partirá daí. Assim sendo, o educador infantil deve aprimorar sua ação pedagógica para que seja voltada às ações lúdicas.
Deve ser o mediador no processo da aprendizagem, deve ser um pesquisador na busca de novas alternativas sempre. Conhecer e entender os processos de cada brincadeira, sua adequação aos diferentes momentos, ambientes e idades. Compreender os objetivos do jogo na aprendizagem e suas finalidades. Observar a ação da criança enquanto brinca, ajudá-la a participar integralmente da brincadeira, favorecendo sua interação com o grupo. Deve portar-se como um orientador da brincadeira, mesmo que esta tenha um caráter livre. Estar sempre disponível para a criança e participar dos momentos lúdicos de forma completa.
Segundo Piaget, a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso, indispensável à prática educativa.
O jogo na Educação Infantil não deve ter o caráter instrucional, embora possa ser direcionado e mediado.
A criança deve sentir-se livre para criar, desta forma estará aprendendo com a experiência, estará construindo suas hipóteses e não recebendo tudo pronto.
Antes de jogar, a criança deve ter a oportunidade de explorar o brinquedo. E sempre que possível, deve ser proporcionado à criança a possibilidade de estabelecer regras para este jogo. Ela deve experimentar a brincadeira, antes que haja a interferência do adulto para estabelecer regras e orientar a brincadeira.
Sendo uma atividade coletiva deve ser de cunho cooperativo e nunca competitivo.
Favorece a socialização, por isso o educador deve explorar as possibilidades do brinquedo em duplas, trios, toda a sala, etc.
Assim, a criança desenvolve seu comportamento social, habitua-se à companhia de outras crianças e também podem aprender a brincar sozinhas, desenvolvendo “autonomia” de criar e “virar-se” quando não tiver ninguém por perto, não necessitando sempre da presença de alguém para divertir-se.
Para Vygotsky, o brinquedo faz com que a criança se sinta maior do que ela realmente é. Isso é saudável para o seu desenvolvimento.
A criança também exercita a zona de desenvolvimento proximal em interação com as outras crianças. Tem a oportunidade de adquirir sempre mais conhecimento do que já tem, através das experiências lúdicas, onde promove troca de informação com os demais, ampliando sua ação sobre o mundo de diferentes formas.
Um adulto quando brinca, afasta-se da realidade. A criança quando brinca, está externando a própria vivência, sua realidade, seu mundo. Por isso é tão relevante para a aprendizagem infantil.
Nas brincadeiras o professor deve estar sempre atento à criança, deve compreender as necessidades de cada faixa etária e respeitar as preferências individuais. Não deve reforçar papéis sexistas ou valores dele próprio. Deve permanecer na posição de expectador, deixando a criança livre em suas manifestações. Contudo, deve manter-se concentrado no grupo a fim de orientar se necessário.
Durante as brincadeiras podem ocorrer conflitos entre as crianças, então o professor deve mediar, orientando para que negociem, conversem e entrem em um acordo. Assim faz com que aprendam a resolver suas dificuldades com o outro.
Os jogos devem ser repetidos, desde que não cansem a criança.
O jogo é a base da maturação emocional da criança, além de favorecer desenvolvimento motor.
Com relação ao ensino da matemática, o lúdico é indispensável, pois ajuda a criança tornar concreto o que é abstrato e teórico.
A brincadeira desvincula a idéia de “complicado” e de “difícil”. O espaço do brinquedo é o espaço natural da criança, por isso, sente-se ambientada e receptiva aos desafios apresentados neste ambiente. O lúdico é a “praia” da criança, então nesta condição sente-se capaz de criar, mudar as situações, ousar, inventar, construir, investigar, fantasiar sem medo de errar e de estar indo em direção contrária ao que se pretende, mas sim aventurando buscar novas alternativa e portanto, produzindo conhecimento, o seu conhecimento.


Dagmar

SIM, SOU INCAPAZ

Nicholas - 6 anos



Quando não enxergo para além do que vejo
Quando não permito outros olhares
Quando tolho sentimentos
Quando não vejo beleza no mais simples e puro traço
Quando discordo das matizes
Quando limito espaços
Quando defino ações
Quando não vejo além da minha própria visão
Quando não percebo o outro como diferente de mim
Quando não concebo outras idéias
Quando não aceito outros caminhos
Quando permito que o meu ego se exalte
Quando penso ter sapiência
Quando julgo
Quando me incendeio do preconceito
Quando inflamo discursos
Quando me nego a olhar dentro de outro olhar
Quando não consigo ter sorrisos
Quando nem consigo sorrir
Quando não vejo olhinhos brilhantes
Quando não ouço exclamações de
"Hoje é o dia mais feliz da minha vida"
Quando me prendo ao que está pronto
Quando proibo
Quando não deixo
Quando corto asas
Quando não escuto
Quando me falta compreensão
Quando me falta tolerância
Quando coloco limites
Para o que não tem limite:
A imaginação...
Recriar, reinventar, dar novas possibilidades
Diante do que entendo ser diferente
De outras formas de pensar
Da minha forma de pensar
Mas o que me torna capaz...
é justamente 
ter a consciência de que nunca
serei plenamente capaz.
De que jamais serei tudo o tempo todo,
de que sempre buscarei
sempre perguntarei
sempre duvidarei
daquele que diz:
"meu saber me basta"
Pois não há nada mais inconstante e mutável que o saber, não há nada que o defina como estático, enrijecido e não passível de transformação.
Não existe uma só verdade, existem muitas para o mesmo olhar...
Feliz daquele que consegue, em sua pequenez diante do mundo,
perceber o quanto precisa do outro para construir.
Não há limite para a imaginação!
Somos seres sociais, e individualmente coletivos!

Bjokas da Dagui

12 de fevereiro de 2011

Viver intensamente arte

"Não aprende apenas coisas. Pense nelas e constrói sob teu desejo e imagens que rompam a barreira que asseguram existir entre a realidade e a utopia: vive num mundo côncavo e ôco, imagine como seria uma selva queimada, detém o movimento das ondas nas arrebentações, tinge o mar de vermelho,segue algumas paralelas até que te devolvam ao ponto de partida, coloque o horizonte na vertical, faz uivar o deserto, familiariza-te com a loucura."



José Augustin Goytisolo



O TRISTE BELO


Expressão genuína da profunda dor de Picasso em decorrência da morte de um grande amigo. A fase azul destaca-se pelo sentimento funesto que invadia sua alma. Muitas obras revelaram as fases de sua vida. Tantas foram estas que Picasso foi o pintor que mais modificou seu estilo no decorrer de sua existência. Sua obra é imensa e as nuances temáticas seguiam o ritmo de sua vida, com toda a carga das emoções inerentes ao ser humano. Paixão, amor, ódio, alegria, tristeza, paz, solidão, juventude, velhice... ARTE!
O velho violonista, 1903.Painel, 122 x 82 cm.Instituto de Arte de Chicago

“Quando eu era criança minha mãe dizia:
'Se te fazes soldado, chegarás a general,
se te fazes cura, chegarás a papa...’.
Eu queria ser pintor e cheguei a Picasso.”
Pablo Ruiz Picasso

MUSEU PICASSO 
Com 203 pinturas, 158 esculturas, 29 quadros-relevos, 88 cerâmicas, 1500 desenhos e 1600 gravuras, além de enorme documentação, é o principal centro para conhecer a vida e a obra de Picasso.



Um abração,
Dagui