BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

18 de abril de 2011

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA

O homem foi feito para a liberdade!

Constituição Federal de 1988

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

A história remontada através da arte, num belíssimo trabalho museológico, que revela um dos períodos mais trágicos do Brasil.

O MEMORIAL DA RESISTÊNCIA, da Pinacoteca do Estado de São Paulo está localizado nas instalações do antigo DEOPS-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo)


Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Entrada franca
CEP 01213-010 – São Paulo – SP
Telefone: 55 11 3335 4990Email memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br
Agendamento de visitas educativas: 3324.0943 ou 0944

"LIBERDADE, LIBERDADE
ABRE AS ASAS SOBRE NÓS..."

Abraços,
Dagui

10 de abril de 2011

VIVA LA VIDA!



"Viver não é esperar a tempestade passar...é aprender como dançar na chuva, é buscar o que a vida pode oferecer, mesmo podendo se machucar, mas é a única forma de viver intensamente.".



"VIVA LA VIDA"
Frida Kahlo

Quando pequena, algumas obras de arte me impressionavam pelas cores e temáticas. Umas lindas, outras bonitas, outras ainda, sem beleza alguma. Não faziam sentido para mim e transmitiam angústia. Pensava serem escuras demais ou com personagens saídos de filmes de horror. Imaginava que não poderiam ser tão valorizadas por não terem certo padrão de estética que julgava ser o mais adequado. Criança pensa muita coisa desta natureza. Os desenhos precisam ter flores, sóis, muitas cores e transmitir alegria. Então uma obra de arte, automaticamente deveria ter tais requisitos também. 
O tempo passou!
Então, mais tarde, vem a compreensão da arte como expressão de muitos sentimentos que não precisam ser exclusivamente pessoais, nem sempre bons, bonitos e alegres. Que angústias, guerras, sofrimentos, lamentos, injustiças e tantos outros sentimentos podem ser transformados em belas produções artísticas. O conceito de belo que reside na máxima aproximação do artista com o seu público. Alguns conseguem ser extremamente vicerais a ponto de nos transmitirem também sensações, talvez as mesmas que sentiam no exato instante de sua criação. É claro que isto não é possível em sua integralidade, depende muito de colocar-se no cenário da pintura. É também um exercício sentir uma obra em sua totalidade.
Frida Kahlo me impressionou muito com suas obras, quase sempre expressando sofrimentos terríveis e dores sentidas na carne explicitamente.
Quando conheci sua história é que percebi quanta energia e força existia dentro daquela pequena mulher, aparentemente frágil. A sua perseverança diante dos fatos desconcertantes de sua vida, principalmente após o acidente de ônibus que dilascerou sua coluna.


"Árvore da Esperança"
Frida Kahlo - 1946

Mesmo fadada a conviver com suas cicatrizes visíveis e invisíveis, retratou com beleza seu cotidiano aflorando em suas obras suas dores, medos e também seus amores e alegrias. Seu casamento conturbado com Diego Rivera - artista muralista sempre envolvido em conflitos políticos, na época levantando uma bandeira contra a supremacia norte-americana - foi a avalanche mais intensa de emoções que Frida viveu e retratou. Sua gangorra emocional entre o amor, as sequelas do acidente e as consequências deste em sua vida. as intensas dores que sentia, a perda lenta dos movimentos e tendo de injetar morfina para o alívio de seu tormento, quase a transformaram em mártir.
Confinada em sua cama e imóvel, usando um espelho para observar-se, criou verdadeiras preciosidades. André Breton disse uma vez que Frida era uma ótima surrealista, mas ela retrucou dizendo: “Pensam que sou surrealista, mas não sou. Nunca pintei sonhos. Pinto a minha própria realidade.”
A artista mexicana foi a primeira latino-americana a expor individualmente em Paris, mais tarde também podemos elencar Tarsila do Amaral a conseguir este privilégio.
O filme "FRIDA" retrata de forma bem romanceada a trajetória desta grande mulher!
Quando hoje recebi a mensagem do topo desta postagem, imediatamente associei à Frida! A vida é sempre cheia de todo tipo de emoções, escolher vivê-la intensamente é se propor a ser feliz. E ser feliz é um estado de espírito constante que independe do fator externo. Não é um estar feliz! É muito diferente! E é por isso que VIVA LA VIDA pode ser a cada instante uma inspiração.

Um ótimo domingo! 
Dagui


Biografia
 Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida mundialmente apenas como Frida Kahlo, nasceu no dia 06 de julho de 1907 na cidade de Coyoacán no México.
No ano de 1913, com apenas seis anos, Frida Kahlo contraiu uma doença chamada poliomielite, e foi ai que começou uma série de doenças graves na vida da pintora. Em razão desta doença, o pé de Frida fica lesionado e por isso levou o apelido de Frida perna de pau. E a partir daí começou a usar calças e depois, longas e rodadas saias, que vieram a ser sua marca registrada.
Entre os anos de 1922 e 1925 começou a freqüentar a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste aulas de desenho e modelagem.
Em 1925, aos 18 anos de idade, aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez.
Um tempo depois, sofreu outro acidente muito grave. Um bonde no qual estava viajando, bateu com outro trem e o pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, e atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina.


"A coluna partida"
Frida Kahlo

Este acidente gravíssimo a deixou de cama durante meses e usando coletes ortopédicos de vários tipos, tamanhos e materiais diferentes. Ela inclusive chegou a pintar um deles. A tela foi intitulada como A Coluna Partida.Imagina-se que por causa deste acidente que Frida começou a pintar. Ela pegou uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama pintou algumas telas, e ai foi onde tudo começou.
Em 1928 Kahlo entrou para o Partido Comunista Mexicano, e lá conheceu o muralista e desenhista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. As obras de Frida sempre foram bastante coloridas, e com muita influencia mexicana. Muito fortes, mostravam momentos de dor, perdas e morte.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em NYC e Detroit com Diego Rivera. E entre os anos de 1937 e 1939, Leon Trotski, vive em sua casa em Coyoacán.
O casamento de Frida com Rivera era turbulento, os dois tinham temperamento forte e casos extraconjugais. Frida era bissexual e esteve relacionada com Trotski depois de se separar de Diego. Diego aceitava os relacionamentos dela com mulheres, mas com homens não aceitava.
Mais tarde, Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Christina, que
teve seis filhos. Os dois separam-se, mas em 1940 voltam novamente.
O segundo casamento foi tão turbulento quanto o primeiro. Embora tenha engravidado mais de uma vez, Frida nunca teve filho, pois os perdia na hora de tê-los devido as seqüelas dos acidentes que teve ao longo da vida.
Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Em seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como causa mortis Mas ninguém descarta que a verdadeira causa foi overdose de remédios, que pode ter sido acidental ou não.
Frida deixou como última anotação em seu diário a frase: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca regressar”. Frida.
Pesquisadores com base na autópsia da pintora acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de seu marido. E Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte da mulher como o mais trágico de sua vida.
Quatro anos após sua morte, a casa onde Frida nasceu, conhecida como La Casa Azul, casa onde seus pais viviam, tranformou-se em um Museu, chamado Museu Frida Kahlo, no qual possui obras, objetos inéditos, roupas, fotos, livros e vestidos da pintora.
Frida Kahlo expôs em Galerias como a Renón et Colle de Paris, deu aulas e teve exposições em sua homenagem.
Muitos de seus trabalhos fizeram um enorme sucesso. Obras como Retrato de minha irmã Christina, 1928 Auto-Retrato em um vestido de veludo 1926 Retrato de Miguel N.Lira (1927) entre outros.

Texto biográfico de  Pilar Guillon

9 de abril de 2011

Pela Cultura da Paz

Há alguns meses li um artigo escrito pela psicóloga e psicodramatista, Cristina Jorge Dias. Hoje, enquanto ajeitava um material, livros e revistas, o encontrei novamente.
Incrível como estes assuntos parecem borbulhar nos últimos tempos. Vemos tanta violência todos os dias no meio onde vivemos, na TV que assistimos e jornais que lemos... parece que todo ato de agressão pode e acaba sendo incorporado ao nosso cotidiano de forma "natural". É uma cultura crescente que parece incorporar-se às práticas diárias da sociedade.
Mudar atitudes, mudar comportamentos e ações, não é algo fácil num mundo onde o "ter" parece ganhar dimensões gigantescas frente ao "ser". Mas pequenas ações cotidianas podem ser capazes de propagar boas intenções no agir. Sempre que agimos em favor ou contra o outro, somos obrigados a fazer escolhas... que esta seja então para o bem de todos. Usar de nossa liberdade para decidir sobre a vida das pessoas é no mínimo cruel, sem falar que não existe ética em tal atitude.
A violência no espaço escolar vem tomando proporções cada vez mais amplas. Seja na relação professor X aluno, aluno X professor, pais X filhos, comunidade X escola, escola X comunidade... A sociedade de um modo geral parece estar "embebida" numa cultura onde tudo é permitido. Virtudes, valores, ética e tudo o que envolve reflexão a respeito de atitudes, perdeu relevância.
A ONU vem trabalhando e desenvolvendo projetos em defesa da dignidade humana em todos os aspectos. Várias conferências e plenárias discutem questões sobre a pobreza mundial, escravidão, trabalho infantil, etnias, grupos religiosos, gênero e tantos outros grupos sociais... incrível, mas podemos dizer que somos "diferentes" grupos vivendo num mundo "globalizado". O que nos é mais adequado, tratar com igualdade os diferentes, ou tratar a diversidade tal qual ela é e respeitar as individualidades? Cada grupo tem suas particularidades e nosso papel não é mais o de tratar a todos com homogeneidade, mas respeitar as diferenças. Em suma, ter ações que valorizem a vida e que promovam a paz. Ser capaz de discernir com clareza aquilo que seja em prol de um bem comum, coletivo e não mais individual. Sobrepor o "ser" ao "ter".
Coexistir. A UNESCO também vem trabalhando para a disseminação da cultura da paz e elaborou um documento que trata do assunto não só em sua teoria, mas orienta ações práticas que podem ser usadas por todos e em todos os espaços da sociedade.
A família deve ser o primeiro lugar de propagação da "cultura da paz". No âmbito das relações familiares, as ações cotidianas de convivência e de resolução dos conflitos devem ser envoltos em ética e bem-estar dos membros daquele grupo. Na escola é ato de responsabilidade social. Promover atitudes boas,geram respostas boas. Promover ações pacíficas, retornam em ações pacíficas. É uma grande corrente onde um elo se une ao outro em benefício de todos.
Tudo bem, mas existe uma receita?

Existe!

Cristina defende o cultivar da ética na convivência e o despertar a pessoa para o seu papel na sociedade, de modo a contribuir para com ela. Segundo ela, estas são tarefas urgentes para combater a violência, construir um mundo de paz, igualdade e respeito. Para que isso aconteça, cada um de nós deve assumir uma postura pró-ativa, explica Cristina.


"NÃO PODEMOS ESPERAR,
TEMOS DE FAZER ACONTECER."


Nossa sociedade adoece a cada dia de males como angústias de todo o tipo. O trânsito, o salário, as contas, a violência urbana, os desafetos, as rejeições, o preconceito, discriminações das mais diversas raízes... e poderia citar muito mais. Muitas vezes, não é possível eliminar tudo ao mesmo tempo. A própria dinâmica da vida não nos permite simplesmente deletar o que é indesejável. Mas então devemos aceitar e conviver com isso?
Cristina dá uma receitinha básica de bons hábitos, que podem ser exercitados dia a dia, por cada um de nós. São pequenas "ações" motivadas pela intenção de promover a paz, de transformar o mundo começando pelo nosso mundo.
Cada um coloca a sua contribuição diária para que ocorra uma verdadeira corrente que dissemine boas atitudes, bons pensamentos, boas ações, boas intenções.
Segundo a UNESCO, os princípios norteadores desse programa dizem que preparar a paz significa:

a) respeitar a vida e a dignidade das pessoas, sem discriminação;
b) praticar a não-violência, repelindo a violência em suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social;
c) cultivar a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;
d) defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural;
e) promover a conscientização sobre a importância do equilíbrio dos recursos naturais do planeta;
f) contribuir com o desenvolvimento da comunidade, propiciando a plena participação dos cidadãos e o respeito dos princípios democráticos, para criar novas formas de solidariedade.


SEIS ATITUDES NECESSÁRIAS PARA FORMATAR UMA CULTURA DE PAZ


*Respeitar a vida

*Ser generoso

*Ouvir para compreender

*Redescobrir a solidariedade

*Rejeitar a violência

*Preservar o planeta



O que cada uma delas significa?



*RESPEITAR A VIDA
"Observe atentamente o caminho que seu coração aponta e escolha esse caminho com todas as forças." (Provérbio hassídico)

Cristina exemplifica esta atitude utilizando o nosso corpo como referência. Uma célula colaborando com a outra, um órgão interligado com o outro, um complementando a atividade do outro. Um verdadeiro sistema de COOPERAÇÃO e tudo funciona bem.
Nossa identidade pessoal está interligada com a identidade sociocultural. Esta é formada pelos relacionamentos que estabelecemos ao longo da vida, com as demais pessoas da nossa comunidade social e cultural. Portanto, diz Cristina, devemos respeitar os sentimentos, comportamentos e valores daqueles com quem compartilhamos a vida.

*REJEITAR A VIOLÊNCIA
"O primeiro princípio da ação não-violenta é a não cooperação com tudo o que é humilhante." (Mahatma Gandhi)
Recorrer à violência é abrir mão de tudo o que aprendemos e conquistamos ao longo da formação da civilização. É ignorar avanços históricos que mudaram o rumo das relações humanas e sociais. Um claro exemplo é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o reconhecimento de que todas as raças, culturas e expressões religiosas têm o mesmo valor e enriquecem a diversidade humana.
A ação positiva portanto é a disposição em negociar, dialogar, argumentar, buscar consenso, resistir e não aderir à injustiça e ao abuso de poder.

*SER GENEROSO
"A generosidade - o amor - é o fundamento de toda socialização porque abre espaço para o outro ser aceito como ele é." (Humberto Maturana)
Virtude nobre que nos faz sentir mais amplos, mais abrangentes do que nós mesmos. Humaniza e mostra que, no essencial, somos todos iguais.

*OUVIR PARA COMPREENDER
"Em um diálogo não há a tentativa de fazer prevalecer um ponto de vista particular, mas de ampliar a compreensão de todos os envolvidos." (David Bohm)
Diria que este ponto talvez seja o mais importante, pois através dele se chega a atitudes pacíficas e se repele a violência verbal, gestual e sobretudo a impetuosidade da intolerância. Como pode-se opinar e deliberar a respeito do que se desconhece? Fatalmente comete-se o engano do preconceito indiscriminado e cruel. Subjugar o outro às nossas convicções, sejam elas de qualquer natureza é impor-lhe condição humilhante de tolher seus desejos, sua vontade, sua opinião, sua constituição enquanto humano, ser que sente e que tem sua individualidade. O diálogo promove troca, respeito, aceitação e produz atitudes pacíficas. Com certeza é bem mais gostoso ouvir, ser ouvido e depois ajustar os pontos com serenidade. Uma atitude de diálogo evita sofrimentos, angústias e mágoas. Pensem nisso.

*PRESERVAR O PLANETA
"O homem não teceu a teia da vida. Ele é apenas um de seus fios, o que quer que faça a teia, ele faz a si mesmo." (Chefe Seattle).
Esta frase não necessita de maiores comentários. Cada um deve cuidar de sua casa, suas coisas, do seu lixo, do bom uso dos recursos naturais de que dispõe. Todos ganham.

*REDESCOBRIR A SOLIDARIEDADE
"Quem faz o próximo sofrer pratica o mal contra si mesmo. Quem ajuda aos outros ajuda a si mesmo." (Tolstoi)
Podemos ver da seguinte forma:
Todos fazemos parte de um único corpo onde cada parte sustenta a outra. Configura-se aí a coletividade. Se agirmos com benevolência, tolerância e responsabilidade por tudo o que produzimos através de nossas atitudes, certamente plantaremos sementes de boa convivência e paz.
e ainda uma dica que,

"NÃO CUSTA NADA..."

Parar e ouvir as pessoas com atenção.
Ter atitudes cooperativas.
Respirar fundo antes de discutir.
Elogiar os avanços das pessoas.
Avaliar-se antes de criticar o outro.
Ser mais solidário.
Compartilhar seus conhecimentos.
Evitar magoar as pessoas.
Evitar se lastimar, constantemente.
Assumir suas responsabilidades.

São pequenos conselhos de grande sabedoria e eficácia!
Vamos tentar praticar cada dia um pouco com as pessoas que estão perto de nós e assim estaremos formando a imensa corrente da PAZ!

3 de abril de 2011

ASSUNTO RECORRENTE

Este tema surgiu numa de nossas últimas reuniões de 2010. Como prática cada vez mais presente, embora antiga, não afeta somente o mundo das crianças e adolescentes. Ela se infiltra também nas relações dos adultos. Por isso retomo o tema e indico a revista para a leitura. É muito importante que todos saibamos lidar com as situações e estejamos esclarecidos inclusive no tocante à Lei que hoje vê o assunto com outros olhos.
Uma excelente semana!

A revista Nova Escola, em sua edição 233 de junho e julho de 2010, trouxe na capa um tema muito discutido e rediscutido na atualidade.
O BULLYING agora ganha o espaço da internet. O que antes era feito somente em sala de aula, horário do intervalo, na quadra de esportes e pontos de encontro da garotada, hoje é praticado com requintes de crueldade nas redes sociais, blogs, msn, celular e assim por diante.
Psicólogos do mundo inteiro traçam o perfil do agressor e do agredido, as escolas se preparam, os pais procuram informações... o fato é que o BULLYING, que é uma das causas de suicídio entre jovens americanos, tornou-se o grande vilão do momento.
De fato, BULLYING sempre existiu e sempre se ouviu falar do MENINÃO GRANDALHÃO que bate nos pequenos, ou da MENINA MAIS POPULAR DA CLASSE que humilha as demais. Isso não é novidade e nem tampouco surgiu no ano passado. Mas a preocupação, que alguns consideram exagerada, gira em torno das consequências causadas pela crueldade cada vez mais refinada que percorre todas as classes sociais, idades e profissões. Daí a questão ser tão séria, pois envolve pessoas aparentemente "normais" que moram ao lado, como diz o ditado.
A reportagem destaca em pequenos tópicos os efeitos da agressão sobre a vítima, traça o perfil do agressor, do agredido - e no caso da inernet - o espectador. Além de dar dicas de prevenção, também orienta como resolver o problema, que em alguns casos deve ser encaminhado para outras instâncias, como as delegacias especializadas em crimes digitais. Em localidades onde estes órgãos ainda não chegaram, os interessados poderão obter orientações consistentes nos órgão de justiça pública.
Há solução sim! Tanto para os casos em que não se sabe quem é o agressor, quanto para os casos onde se sabe quem é o agressor, contudo este toma certas precauções para não ser identificado.
A ajuda existe, bem como hoje é possível saber mais e melhor sobre o assunto!
Veja alguns destaques, conforme a edição 233 da revista:

VÍTIMA:

Costuma ser tímida ou pouco sociável e foge do padrão do restante da turma pela aparência física (raça, altura, peso), pelo comportamento (melhor desempenho na escola) ou ainda pela religião. Geralmente, é insegura e, quando agredida, fica retraída e sofre, o que a torna um alvo ainda mais fácil. Segundo pesquisa da ONG Plan, a maior parte das vítimas - 69% delas - tem entre 12 e 14 anos. Ana Beatriz Barbosa Silva, médica e autora do livro Bullying: Mentes Perigosas na Escola, cita algumas das doenças identificadas como o resultado desses relacionamentos conflituosos (e que também aparecem devido a tendências pessoais), como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, além de fobia escolar e problemas de socialização. A situação pode, inclusive, levar ao suicídio. Adolescentes que foram agredidos correm o risco de se tornar adultos ansiosos, depressivos ou violentos, reproduzindo em seus relacionamentos sociais aqueles vividos no ambiente escolar. Alguns também se sentem incapazes de se livrar do cyberbullying. Por serem calados ou sensíveis, têm medo de se manifestar ou não encontram força suficiente para isso. Outros até concordam com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta. O discurso deles vai no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?" Aqueles que conseguem reagir alternam momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não é covarde ou quando percebe que seus agressores ficaram impunes, a vítima pode escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.


AGRESSOR

Atinge o colega com repetidas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, se sentir poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, se sente satisfeito com a reação do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima. O anonimato possibilitado pelo cyberbullying favorece a sua ação. Usa o computador sem ser submetido a julgamento por não estar exposto aos demais. Normalmente, mantém esse comportamento por longos períodos e, muitas vezes, quando adulto, continua depreciando outros para chamar a atenção. "O agressor, assim como a vítima, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene.

ESPECTADOR

Nem sempre reconhecido como personagem atuante em uma agressão, é fundamental para a continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido. "O espectador pode ter senso de justiça, mas não indignação suficiente para assumir uma posição clara", diz Luciene. Também considerados espectadores, há os que atuam como uma plateia ativa ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem imagens ou fofocas, tornando-se coautores ou corresponsáveis.

Boa leitura e lembrem-se de que a informação é o melhor remédio para o combate ao Cyberbullying.
Um abraço,
Dagmar


Fiz uma pesquisa apresentando um material que possuo e me informaram os seguintes telefones e endereços úteis para informações e registro de ocorrência:

Policia Federal
Endereço: SIA TRECHO 2, LOTE 2.010, 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF.
CEP: 71200-020
Telefone: (0xx61) 3462-9533
E-mail: dicat@pcdf.df.gov.br

Espírito Santo
Polícia Civil - Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (NURECCEL)
Endereço: Av. Nossa Senhora da Penha, 2290, Bairro Santa Luiza, Vitória/ES
CEP: 29045-403
O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, ao lado do DETRAN.
Telefone: (0xx27) 3137-2607
E-mail: nureccel@pc.es.gov.br

Goiás
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Cibercrimes (DRC) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC)
Av. Atilio Correa Lima, S/N, Cidade Jardim, Goiânia/GO
CEP:74425-030
Fones: (0xx62) 3201-1140 / 3201-1150 / 1144 / 1145 / 1148 / 1151
Denúncia: 197
E-mail: deic-goiania@policiaicivil.go.gov.br

Minas Gerais
Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Informático e Fraudes Eletrônicas - DERCIFE
Av. Presidente Antônio Carlos, 901, São Cristóvão, Belo Horizonte/MG
CEP: 31.210-010
Tel: 31 3429.6026
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br

Paraná
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Rua José Loureiro, 376, 1º Andar, sala 1, Centro, Curitiba/PR
CEP: 80010-000
Telefone: (0xx41) 3323 9448
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br

Rio de Janeiro
Polícia Civil - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga, nº 77, Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro/RJ
CEP: 20230-250
Telefone: (0xx21) 3399-3200/3201 ou 2242-3566
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br

São Paulo
Polícia Civil - 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo/SP
CEP: 02029-000
Telefone: (0xx11) 2221-7030
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov

No link OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA é possível encontrar outros artigos relacionados ao Bullying.