BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

3 de abril de 2011

ASSUNTO RECORRENTE

Este tema surgiu numa de nossas últimas reuniões de 2010. Como prática cada vez mais presente, embora antiga, não afeta somente o mundo das crianças e adolescentes. Ela se infiltra também nas relações dos adultos. Por isso retomo o tema e indico a revista para a leitura. É muito importante que todos saibamos lidar com as situações e estejamos esclarecidos inclusive no tocante à Lei que hoje vê o assunto com outros olhos.
Uma excelente semana!

A revista Nova Escola, em sua edição 233 de junho e julho de 2010, trouxe na capa um tema muito discutido e rediscutido na atualidade.
O BULLYING agora ganha o espaço da internet. O que antes era feito somente em sala de aula, horário do intervalo, na quadra de esportes e pontos de encontro da garotada, hoje é praticado com requintes de crueldade nas redes sociais, blogs, msn, celular e assim por diante.
Psicólogos do mundo inteiro traçam o perfil do agressor e do agredido, as escolas se preparam, os pais procuram informações... o fato é que o BULLYING, que é uma das causas de suicídio entre jovens americanos, tornou-se o grande vilão do momento.
De fato, BULLYING sempre existiu e sempre se ouviu falar do MENINÃO GRANDALHÃO que bate nos pequenos, ou da MENINA MAIS POPULAR DA CLASSE que humilha as demais. Isso não é novidade e nem tampouco surgiu no ano passado. Mas a preocupação, que alguns consideram exagerada, gira em torno das consequências causadas pela crueldade cada vez mais refinada que percorre todas as classes sociais, idades e profissões. Daí a questão ser tão séria, pois envolve pessoas aparentemente "normais" que moram ao lado, como diz o ditado.
A reportagem destaca em pequenos tópicos os efeitos da agressão sobre a vítima, traça o perfil do agressor, do agredido - e no caso da inernet - o espectador. Além de dar dicas de prevenção, também orienta como resolver o problema, que em alguns casos deve ser encaminhado para outras instâncias, como as delegacias especializadas em crimes digitais. Em localidades onde estes órgãos ainda não chegaram, os interessados poderão obter orientações consistentes nos órgão de justiça pública.
Há solução sim! Tanto para os casos em que não se sabe quem é o agressor, quanto para os casos onde se sabe quem é o agressor, contudo este toma certas precauções para não ser identificado.
A ajuda existe, bem como hoje é possível saber mais e melhor sobre o assunto!
Veja alguns destaques, conforme a edição 233 da revista:

VÍTIMA:

Costuma ser tímida ou pouco sociável e foge do padrão do restante da turma pela aparência física (raça, altura, peso), pelo comportamento (melhor desempenho na escola) ou ainda pela religião. Geralmente, é insegura e, quando agredida, fica retraída e sofre, o que a torna um alvo ainda mais fácil. Segundo pesquisa da ONG Plan, a maior parte das vítimas - 69% delas - tem entre 12 e 14 anos. Ana Beatriz Barbosa Silva, médica e autora do livro Bullying: Mentes Perigosas na Escola, cita algumas das doenças identificadas como o resultado desses relacionamentos conflituosos (e que também aparecem devido a tendências pessoais), como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, além de fobia escolar e problemas de socialização. A situação pode, inclusive, levar ao suicídio. Adolescentes que foram agredidos correm o risco de se tornar adultos ansiosos, depressivos ou violentos, reproduzindo em seus relacionamentos sociais aqueles vividos no ambiente escolar. Alguns também se sentem incapazes de se livrar do cyberbullying. Por serem calados ou sensíveis, têm medo de se manifestar ou não encontram força suficiente para isso. Outros até concordam com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta. O discurso deles vai no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?" Aqueles que conseguem reagir alternam momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não é covarde ou quando percebe que seus agressores ficaram impunes, a vítima pode escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.


AGRESSOR

Atinge o colega com repetidas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, se sentir poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, se sente satisfeito com a reação do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima. O anonimato possibilitado pelo cyberbullying favorece a sua ação. Usa o computador sem ser submetido a julgamento por não estar exposto aos demais. Normalmente, mantém esse comportamento por longos períodos e, muitas vezes, quando adulto, continua depreciando outros para chamar a atenção. "O agressor, assim como a vítima, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene.

ESPECTADOR

Nem sempre reconhecido como personagem atuante em uma agressão, é fundamental para a continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido. "O espectador pode ter senso de justiça, mas não indignação suficiente para assumir uma posição clara", diz Luciene. Também considerados espectadores, há os que atuam como uma plateia ativa ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem imagens ou fofocas, tornando-se coautores ou corresponsáveis.

Boa leitura e lembrem-se de que a informação é o melhor remédio para o combate ao Cyberbullying.
Um abraço,
Dagmar


Fiz uma pesquisa apresentando um material que possuo e me informaram os seguintes telefones e endereços úteis para informações e registro de ocorrência:

Policia Federal
Endereço: SIA TRECHO 2, LOTE 2.010, 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF.
CEP: 71200-020
Telefone: (0xx61) 3462-9533
E-mail: dicat@pcdf.df.gov.br

Espírito Santo
Polícia Civil - Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (NURECCEL)
Endereço: Av. Nossa Senhora da Penha, 2290, Bairro Santa Luiza, Vitória/ES
CEP: 29045-403
O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, ao lado do DETRAN.
Telefone: (0xx27) 3137-2607
E-mail: nureccel@pc.es.gov.br

Goiás
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Cibercrimes (DRC) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC)
Av. Atilio Correa Lima, S/N, Cidade Jardim, Goiânia/GO
CEP:74425-030
Fones: (0xx62) 3201-1140 / 3201-1150 / 1144 / 1145 / 1148 / 1151
Denúncia: 197
E-mail: deic-goiania@policiaicivil.go.gov.br

Minas Gerais
Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Informático e Fraudes Eletrônicas - DERCIFE
Av. Presidente Antônio Carlos, 901, São Cristóvão, Belo Horizonte/MG
CEP: 31.210-010
Tel: 31 3429.6026
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br

Paraná
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Rua José Loureiro, 376, 1º Andar, sala 1, Centro, Curitiba/PR
CEP: 80010-000
Telefone: (0xx41) 3323 9448
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br

Rio de Janeiro
Polícia Civil - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga, nº 77, Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro/RJ
CEP: 20230-250
Telefone: (0xx21) 3399-3200/3201 ou 2242-3566
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br

São Paulo
Polícia Civil - 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo/SP
CEP: 02029-000
Telefone: (0xx11) 2221-7030
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov

No link OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA é possível encontrar outros artigos relacionados ao Bullying.

Um comentário:

Isis Cristina Amado disse...

Olá querida Dagui! Vim aqui para retribuir sua visita e acabei vendo seu blog todo rsrs. Parabens pela diversidade de assuntos e pela clareza!