BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

10 de abril de 2011

VIVA LA VIDA!



"Viver não é esperar a tempestade passar...é aprender como dançar na chuva, é buscar o que a vida pode oferecer, mesmo podendo se machucar, mas é a única forma de viver intensamente.".



"VIVA LA VIDA"
Frida Kahlo

Quando pequena, algumas obras de arte me impressionavam pelas cores e temáticas. Umas lindas, outras bonitas, outras ainda, sem beleza alguma. Não faziam sentido para mim e transmitiam angústia. Pensava serem escuras demais ou com personagens saídos de filmes de horror. Imaginava que não poderiam ser tão valorizadas por não terem certo padrão de estética que julgava ser o mais adequado. Criança pensa muita coisa desta natureza. Os desenhos precisam ter flores, sóis, muitas cores e transmitir alegria. Então uma obra de arte, automaticamente deveria ter tais requisitos também. 
O tempo passou!
Então, mais tarde, vem a compreensão da arte como expressão de muitos sentimentos que não precisam ser exclusivamente pessoais, nem sempre bons, bonitos e alegres. Que angústias, guerras, sofrimentos, lamentos, injustiças e tantos outros sentimentos podem ser transformados em belas produções artísticas. O conceito de belo que reside na máxima aproximação do artista com o seu público. Alguns conseguem ser extremamente vicerais a ponto de nos transmitirem também sensações, talvez as mesmas que sentiam no exato instante de sua criação. É claro que isto não é possível em sua integralidade, depende muito de colocar-se no cenário da pintura. É também um exercício sentir uma obra em sua totalidade.
Frida Kahlo me impressionou muito com suas obras, quase sempre expressando sofrimentos terríveis e dores sentidas na carne explicitamente.
Quando conheci sua história é que percebi quanta energia e força existia dentro daquela pequena mulher, aparentemente frágil. A sua perseverança diante dos fatos desconcertantes de sua vida, principalmente após o acidente de ônibus que dilascerou sua coluna.


"Árvore da Esperança"
Frida Kahlo - 1946

Mesmo fadada a conviver com suas cicatrizes visíveis e invisíveis, retratou com beleza seu cotidiano aflorando em suas obras suas dores, medos e também seus amores e alegrias. Seu casamento conturbado com Diego Rivera - artista muralista sempre envolvido em conflitos políticos, na época levantando uma bandeira contra a supremacia norte-americana - foi a avalanche mais intensa de emoções que Frida viveu e retratou. Sua gangorra emocional entre o amor, as sequelas do acidente e as consequências deste em sua vida. as intensas dores que sentia, a perda lenta dos movimentos e tendo de injetar morfina para o alívio de seu tormento, quase a transformaram em mártir.
Confinada em sua cama e imóvel, usando um espelho para observar-se, criou verdadeiras preciosidades. André Breton disse uma vez que Frida era uma ótima surrealista, mas ela retrucou dizendo: “Pensam que sou surrealista, mas não sou. Nunca pintei sonhos. Pinto a minha própria realidade.”
A artista mexicana foi a primeira latino-americana a expor individualmente em Paris, mais tarde também podemos elencar Tarsila do Amaral a conseguir este privilégio.
O filme "FRIDA" retrata de forma bem romanceada a trajetória desta grande mulher!
Quando hoje recebi a mensagem do topo desta postagem, imediatamente associei à Frida! A vida é sempre cheia de todo tipo de emoções, escolher vivê-la intensamente é se propor a ser feliz. E ser feliz é um estado de espírito constante que independe do fator externo. Não é um estar feliz! É muito diferente! E é por isso que VIVA LA VIDA pode ser a cada instante uma inspiração.

Um ótimo domingo! 
Dagui


Biografia
 Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida mundialmente apenas como Frida Kahlo, nasceu no dia 06 de julho de 1907 na cidade de Coyoacán no México.
No ano de 1913, com apenas seis anos, Frida Kahlo contraiu uma doença chamada poliomielite, e foi ai que começou uma série de doenças graves na vida da pintora. Em razão desta doença, o pé de Frida fica lesionado e por isso levou o apelido de Frida perna de pau. E a partir daí começou a usar calças e depois, longas e rodadas saias, que vieram a ser sua marca registrada.
Entre os anos de 1922 e 1925 começou a freqüentar a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste aulas de desenho e modelagem.
Em 1925, aos 18 anos de idade, aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez.
Um tempo depois, sofreu outro acidente muito grave. Um bonde no qual estava viajando, bateu com outro trem e o pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, e atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina.


"A coluna partida"
Frida Kahlo

Este acidente gravíssimo a deixou de cama durante meses e usando coletes ortopédicos de vários tipos, tamanhos e materiais diferentes. Ela inclusive chegou a pintar um deles. A tela foi intitulada como A Coluna Partida.Imagina-se que por causa deste acidente que Frida começou a pintar. Ela pegou uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama pintou algumas telas, e ai foi onde tudo começou.
Em 1928 Kahlo entrou para o Partido Comunista Mexicano, e lá conheceu o muralista e desenhista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. As obras de Frida sempre foram bastante coloridas, e com muita influencia mexicana. Muito fortes, mostravam momentos de dor, perdas e morte.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em NYC e Detroit com Diego Rivera. E entre os anos de 1937 e 1939, Leon Trotski, vive em sua casa em Coyoacán.
O casamento de Frida com Rivera era turbulento, os dois tinham temperamento forte e casos extraconjugais. Frida era bissexual e esteve relacionada com Trotski depois de se separar de Diego. Diego aceitava os relacionamentos dela com mulheres, mas com homens não aceitava.
Mais tarde, Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Christina, que
teve seis filhos. Os dois separam-se, mas em 1940 voltam novamente.
O segundo casamento foi tão turbulento quanto o primeiro. Embora tenha engravidado mais de uma vez, Frida nunca teve filho, pois os perdia na hora de tê-los devido as seqüelas dos acidentes que teve ao longo da vida.
Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Em seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como causa mortis Mas ninguém descarta que a verdadeira causa foi overdose de remédios, que pode ter sido acidental ou não.
Frida deixou como última anotação em seu diário a frase: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca regressar”. Frida.
Pesquisadores com base na autópsia da pintora acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de seu marido. E Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte da mulher como o mais trágico de sua vida.
Quatro anos após sua morte, a casa onde Frida nasceu, conhecida como La Casa Azul, casa onde seus pais viviam, tranformou-se em um Museu, chamado Museu Frida Kahlo, no qual possui obras, objetos inéditos, roupas, fotos, livros e vestidos da pintora.
Frida Kahlo expôs em Galerias como a Renón et Colle de Paris, deu aulas e teve exposições em sua homenagem.
Muitos de seus trabalhos fizeram um enorme sucesso. Obras como Retrato de minha irmã Christina, 1928 Auto-Retrato em um vestido de veludo 1926 Retrato de Miguel N.Lira (1927) entre outros.

Texto biográfico de  Pilar Guillon

4 comentários:

Cristina disse...

Adorei ler sua visao sobre obra de arte. Conseguiu passar maravilhosamente toda sua sensibilidade. Parabéns!!

Luciana disse...

Ei, querida Dagui,
antes de qualquer coisa: saudades!
Olha, adorei seu novo visual, e sua exposição sobre esta adorável mulher: guerreira, apaixonada pela vida, mesmo que por vezes temperamental, como a Frida...
Frida! Um expoente inesquecível da arte latino americana!
Adorei mesmo!

Admiro particularmente a arte dessa mulher fantástica.

Um grande beijo pra ti e parabéns por esta retomada maravilhosa!

Luciana.

Mings disse...

Olha só!! Parabéns pelo visual e pela postagem maravilhosa sobre Frida... a arte não deve ser esquecida, e Frida é arte pura!!
Um abraço do Mings

olimpia disse...

Olá Dagui - o Mania Colorida está uma graça, viu?
abraço,
olimpia