BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

26 de junho de 2011

O QUE QUERO DIZER É O SEGUINTE:

que alguém se torne machista, racista, classista, sei lá o quê, mas se assuma como transgressor da natureza humana. Não me venha com justificativas genéticas, sociológicas ou históricas ou filosóficas para explicar a superioridade da branquitude sobre a negritude, dos homens sobre as mulheres, dos patrões sobre os empregados. Qualquer discriminação é imoral e lutar contra ela é um dever por mais que se reconheça a força dos condicionamentos a enfrentar. A boniteza de ser gente se acha, entre outras coisas, nessa possibilidade e nesse dever de brigar. Saber que devo respeito à autonomia e à identidade do educando exige de mim uma prática em tudo coerente com este saber.

Paulo Freire
Pedagogia da Autonomia




Por mais que o mundo avance e nos cheguem a cada dia, novos conceitos e novas teorias, nada subsitui a sabedoria de contextualizar as "falas" em nosso cotidiano. 
Paulo Freire é um homem a frente de seu tempo, que pensou GRANDE para a Educação.
Mesmo com todo o avanço da humanidade e das pessoas, nos diálogos sobre gênero, de cunho racial, Educação, sociais... enfim, são tantas as questões e as urgências, que nem são atuais, mas sim os seus debates...  e nem com tudo isso parecemos alcançar a proposta deste homem que tanto contribuiu para o aprimoramento da prática educativa.

Beijos e um ótimo fim de domingo.

Dagui

25 de junho de 2011

Novas Imagens no "Fazendo Arte por Aqui"!

Olá,

segue mais um trabalho!
Assim que concluí-lo posto o resultado e comento sobre sua construção.
Beijos e obrigada por sempre virem me visitar.
Dagmar

 É claro, sempre tem uma "baguncinha" no ambiente,
mas este meu canto até que é bem organizado.

Tem boa luminosidade e espaço para dispor outros trabalhos.

Ali atrás está a outra tela...

 Ela já está mais comleta hoje, mas ainda não fiz novas fotos.

Detalhe...
Estou ansiosa para ver ela pronta!


24 de junho de 2011

Sons do Coração: Nossos Parceiros - Eduardo Farias

Sons do Coração: Nossos Parceiros - Eduardo Farias: "A equipe Sons do Coração conta com a parceira de diversos instrumentistas. Essas parcerias sempre estarão à sua disposição, podendo ser o d..."

Este é o nosso querido trompetista Eduardo Farias, Duda.
Parabéns ao amigo Duda por suas conquistas e pelo seu sucesso na área da música.
Um grande abraço,
Dagui

23 de junho de 2011

Instituto Antônio Poteiro: OS "RE"SIGNIFICADOS DA ARTE

Instituto Antônio Poteiro: OS "RE"SIGNIFICADOS DA ARTE: "POTEIRO, Antônio Cirandas nas Estrelas, 2008 “Arte não é enfeite. Arte é cognição, é profissão, é uma forma diferente da palavra para in..."

O processo criativo na arte é algo bem maior que a pura combinação de cores ou a escolha do suporte mais adequado. A linguagem subjetiva por trás de uma obra expressa mais que as técnicas utilizadas, bem mais do que a estética apresentada.
E não é nem no intuito de entender a intencionalidade do artista, mas de conhecê-lo como indivíduo de sua época, sua relação com seu tempo e espaço e sobretudo o que isto representa para nós hoje.

Um abraço,
Dagui

CAMINHOS DA ARTE EDUCAÇÃO

8 de junho de 2011

QUANDO UM ARTISTA SE VAI...

 Antônio Poteiro (1925-2010)
Arquivo da família


O DEDO

O dedo pode rezar
O dedo pode matar
O dedo pode condenar
O dedo pode trabalhar
O dedo-duro
O dedo pode por incerto
Lugar que pode sujar
O dedo pode por incerto
Lugar que pode limpar
O dedo pode ser o sinal
Da desgraça, do telefone vermelho
Com o dedo se benze o sinal da cruz
Como pode puxar um gatilho e matar
dedo, dedo, dedo...

Antônio Poteiro
"Descobrindo o Brasil de Poteiro"
Publicação que reúne escritos do poeta das cores, com algumas de suas obras em uma belíssima coletânea de encher os olhos.
Com apoo do Ministério da Cultura, Governo do Distrito Federal, Secretaria de Cultura do Distrito Federal e Wagner Barja - Diretor do Museu Nacional.


O poema "O Dedo" foi intencionalmente escolhido por tratar-se da principal ferramente de trabalho de Poteiro.
Com os dedos ora firmes, ora imprecisos, ora cansados, ora inspirados... às vezes faltando inspiração para continuar um trabalho. Trouxe forma ao barro inerte e sem vida. Deu contornos às mulheres, ornando-as com laços e flores, grandes vestidos e roupas de festa.
Aos trabalhadores das minas... dignidade. 
Suas formas, seu jogo simbólico, sempre transitando entre as crenças de nossa gente... 
Parecendo viajar entre céu e inferno, numa tentativa de desmistificar a alma do homem simples, de hábitos simples... nas obras de barro, esculturas rudes - dizia - mas assim, como eram, RUDES, destacavam-se entre as mais refinadas estatuetas de mármore.
Traços, dedos amassando o barro, como um poeta a brincar com as palavras.
O barro retirado da terra, arado e preparado pelas próprias mãos.
O barro descansado anos a fio, até dar o "ponto"... a cor, a tonalidade, a textura ideal para criar, moldar e tecer a doce poesia.
Barro moldado à mão, até ganhar consistência, até ganhar o sopro da arte, para depois queimar-se no fogo ardente, na "queima" de todo ano e por muitas horas, quase virar brasa
para ganhar status de obra.
De obra definitiva, pronta, acabada, consumada.

ARTE FINAL

MAS NUNCA O FINAL DA SUA ARTE


Criador Supremo


Dedos que escolheram produzir o belo.
Dedos que deixaram a arte de Goiás mais altiva, mais sublime.
Dedos que destacaram-se no mundo inteiro, levando "alegria" ás pessoas.
Dizia Poteiro, que sua arte não era semelhante às refinadas obras simétricas, com as cores minuciosamente estudadas, texturas e acabamentos alinhados. Mas que sua obra trazia alegria ao povo, e sendo assim, isso o fazia imensamente feliz. Porque um artista pode tudo!

Hoje, um ano sem Antônio Batista de Souza, o ceramista poteiro, que virou escultor, que virou pintor, que tornou-se "Poteiro", ANTÔNIO POTEIRO, nascido artista no além mar, trazido pelas águas para estas terras brasileiras e sua alma aqui deixar.


Natividade


QUANDO UM ARTISTA SE VAI...


SUA ALMA IMORTALIZA-SE EM SUA OBRA!

Com admiração e encantamento por sua vida e obra,
Dagmar


"queima" - todos os anos, ou periodicamente, a família se reúne com os amigos para queimar as peças de barro, as esculturas, de modo a finalizá-las e torná-las prontas. O forno é aceso e tudo acontece como um ritual, uma festa, onde produzir arte é o ponto alto. O artista Américo Poteiro, filho de Antônio, perpetua este rito.

4 de junho de 2011

POETA DAS CORES

Assim como os grandes escritores, os poetas, os que declamam poemas de outros, os que leem, os que ouvem... a linguagem é sempre a Arte. 
Uma vez escrevi que a arte é uma linguagem expressiva e de grande representatividade no campo da comunicação. Tudo é imagem, tudo é comunicação. Sentimos, absorvemos, apreendemos mensagens o tempo todo, no campo visual através do olhar. As imagens se fazem presentes na nossa vida, no nosso cotidiano de forma quase que invasiva. Não tem mais como fugir deste maravilhoso mundo do visual. Outdoors, revistas, jornais, ilustrações, fotografias, pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, filmes, cinema, comerciais, o que não dizer então do mundo real... um "cem" número de imagens ao vivo, todos os dias.
Lendo uma publicação que me foi cedida por um tempo, para inteirar-me da vida e obra de um grande artista, destas terras de Goiás, que embora não tenha nascido no Brasil, fez desta pátria a sua pátria e tomou este povo, como seu povo, fazendo parte dele, encontrei - dentre tantos - um poema que descreve exatamente o que um pintor quer, no ato de sua criação.
ANTÔNIO POTEIRO é o poeta das cores...
Magníficos escritos e obras tão coloridas quanto a sua alma, quanto a minha alma, quanto a alma de qualquer pessoa sensível à arte.




Então li o seguinte:



O PINTOR
Quando o pintor pega o pincel
É uma poesia
Quando o pintor faz uma paisagem
Fala de poesia
Fala do passado
Fala do presente
Quando o pintor faz uma figura humana
Fala da poesia
Quando o pintor faz uma figura humana de mulher
Fala da sua amada
Fala da sua mãe
Fala da sua filha
Fala de tudo o que é mais belo, a mulher
O pintor quando faz uma ciranda
Tá fazendo e cantando a poesia
Ciranda trá-lá-lá
Quando faz uma rosa branca
Traz paz
Quando faz uma rosa vermelha
Traz amor
Quando faz uma rosa roxa
Traz agonia, desespero e angústia
O pintor é o poeta das cores
O pintor não sabe escrever
Mas escreve com os pincéis
As maravilhas das letras
Então, o pintor é poeta.

Antônio Poteiro
"Descobrindo o Brasil de Poteiro"
Publicação que reúne escritos do poeta das cores, com algumas de suas obras em uma belíssima coletânea de encher os olhos.
Com apoo do Ministério da Cultura, Governo do Distrito Federal, Secretaria de Cultura do Distrito Federal e Wagner Barja - Diretor do Museu Nacional.


Uma vida fascinante, com propósitos sublimes de "espalhar" alegria entre o povo e para o povo. Uma arte de linguagem expressiva em suas cores, ingênuua em seus temas, infantil em seus traços... revelando um homem de sensibilidade ímpar e poesia no coração. Não guardou para si o que sentia, mas dividiu, repartiu entre todos nós a beleza das suas cores, das suas histórias.

Obrigada Ju e Tonhão, por me proporcionar mergulhar neste mundo fantástico, chamado ANTÔNIO POTEIRO.

beijokas,
Dagui