BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

26 de agosto de 2012

Cores, sabores e odores são apenas detalhes?



Não temos tempo para detalhes. Tudo é sempre tão genérico em nossa vida, tão passageiro. Nada é absolutamente intenso, a não ser nossos problemas. Estes sim parecem ter dimensões gigantescas e tempos imensuráveis. mas quais são as cores da felicidade? Tons de amarelo, como dizia Van Gogh, ou tons de vermelho, como Henri Matisse? Mas vermelho não seria a cor do amor? Amarelo não lembra o brilho do sol? Porque nosso cotidiano é sempre tão "cotidiano"? Porque nossas rotinas parecem ser sempre tão "triviais"? Nada de novo, nada de espetacular na vida das pessoas comuns. mas o que afinal é ser comum? Ou ser comum é parte da vida dos que se permitem ser... as possibilidades podem não ser muitas, mas os detalhes... estes estão sempre por perto, então porque não os percebemos? Mesmo num intenso dia de chuva ou tempestade, quando tudo parece estar coberto por uma negra névoa... lá está o detalhe. Basta olhar e ver. Talvez ele não mude seu dia, mas ele pode fazer toda a diferença para que não seja mais um dia trivial do seu cotidiano. Superficialidades não sustentam as excentricidades por muito tempo. Nem a alma humana se alimenta de coisas supérfluas. Há que se buscar a essência do ser, aquela que vê os detalhes da vida e não apenas o lado obscuro da tempestade. O extraordinário pode estar bem ali na sua frente, bem ao alcance do seu olhar, porque não experimentar? Então o que é ser comum? Ser comum não é ser como a maioria das pessoas, que tem vidas simples ou rotinas repetitivas. Ser comum é não se permitir viver as pequenas surpresas do cotidiano consideradas triviais. Nada no dia a dia é completamente trivial, a vida não é feita de mesmices. Você é que é! Mesmo num dia aparentemente chato, sem muito o que fazer lá fora é possível observar a gota molhada sobre as folhas, limpando-as e removendo a poeira que a impede de respirar à noite. A chuva que cai molhando tudo e fazendo emergir o cheiro de mato molhado que inebria as narinas e remete ao passado é trivial? Em uma fração de segundos é possível fazer uma viagem pelo tempo atravessando décadas, em uma simples fragrância. Isso é cotidiano? Trivial é quem não percebe estas nuances de novidades em seu dia a dia, quem não consegue sair de si mesmo para observar o mundo e abrir a janela para a vida!

Bora viver!!!

12 de agosto de 2012

O mundo que vemos e lemos


A inserção da imagem na sala de aula, por meio das linguagens artísticas naturalmente faz parte do processo pedagógico, ou pelo menos deveria fazer. Tendo em vista que apropriar-se dos conteúdos pertinentes às Artes Visuais requer mais do que cursos de extensão, exige a formação de um docente comprometido com a pesquisa, com sua própria aprendizagem e com a compreensão das particularidades dos conteúdos das linguagens artísticas.


Primeiro contato com tintas, pincéis e telas - 2010

Não basta que a criança visualize uma obra de um artista escolhido pelo professor, em função de seu gosto pessoal, a fim de que a reproduza. Não é razoável que a aula de Arte seja substituída por desenhos para colorir, com a única e exclusiva finalidade de treinar a coordenação motora e “pintar bonito dentro da linha”. Bem como não se pode mais restringir o espaço do “fazer artístico” ao atelier, com atividades de modelagem, pintura, desenhos e outros trabalhos, pois já está inserida há muito no campo das Tecnologias Contemporâneas.
A criança já apresenta novos questionamentos, novas habilidades, ela hipotetiza situações, formula suas conclusões sendo capaz de refletir sobre o mundo que a cerca. Ela interpreta o que vê e retém as informações simbólicas, que mais tarde são elaboradas e fazem parte da formação cultural desta criança. É então preciso intervir neste processo, de modo a equipar contribuir para a formação do professor dos Anos Iniciais, do Ensino Fundamental para o exercício desta tarefa.

Mostra de Arte Postal - Arteduca 2012