BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

19 de outubro de 2012

UM LUGARZINHO PARA TUDO!

Ótimas para organizar caixas, livros, louças, brinquedos e tantas outras coisas que temos em casa, as prateleiras acabam sendo opções práticas, baratas e super charmosas. Cabem em qualquer espaço e combinam com todos os estilos. Resolvem as questões de organização temporária e podem também integrar a decoração da casa com harmonia. Há quem critique a exposição de objetos em prateleiras, mas todos temos de concordar de que facilitam e muito o dia a dia, por meio de sua praticidade. Além do que, sejam elas grandes ou pequenas, altas ou mais baixas, elas atendem ao requisito da sofisticação, quando o problema for este.
Abaixo selecionei algumas opções interessantes e bem bonitas. Ideias para auxiliar na escolha e porque não, no argumento de que a prateleira deixou há muito, de ser apenas um suporte para aquele quarto onde você guarda objetos quase que, "obsoletos" de sua casa, além do que proporciona a facilidade de ter tudo imediatamente à vista dos olhos e ao alcance das mãos. Veja as opções...

















E então? Qual o seu estilo de prateleiras?
Boa escolha...

16 de outubro de 2012

SOLUÇÕES PARA AZULEJOS

Quem já navegou pelo youtube para "fuçar" vídeos de artesanatos, ideias de decoração ou pequenos reparos para a casa? Olha que tem muito material bacana e fácil de realizar, do tipo "faça você mesmo". Para quem gosta de colocar a "mão na massa", ou em outros materiais - risos - segue um vídeo muito interessante para decoração de paredes revestidas com azulejos. No caso, a decoração é aplicada, por meio de adesivos, em uma cozinha básica branca e o resultado é surpreendente! Vejam:

TV Casa - casa.com.br

Gostaram? Vocês podem tentar isto em casa...
Abraços,
Dagui

O QUE DE FATO IMPORTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?



O SUBLIME

A narrativa imprevisível está além de nossa compreensão. Se assumirmos que o sublime é algo que não podemos compreender; algo maior do que nós e sem limites, posso afirmar que tenho passado por recorrentes situações de narrativas sublimes com as crianças.

As crianças precisam sentir-se seguras para que o sublime aconteça. Se nós permitirmos o espaço e as oportunidades para a ocorrência do sublime, as crianças irão automaticamente experimentar um dia-a-dia artístico.

Nós, adultos, sempre temos em mente uma ou outra atividade para desenvolver com as crianças. Procuramos manter o foco em nossa ideia original.
As crianças, por seu lado, rapidamente descobrem novas possibilidades com os materiais apresentados e as relações entre eles. Nós continuamos tentando manter o foco em “nossa” atividade. Mas daí em diante é importante ousar ir além e ouvir: nós devemos ouvir as crianças.
Vejo nas entrelinhas tudo aquilo que não é nada.
Procuro sentir o sublime entre as crianças.
A narrativa sublime é como uma música que preenche o ambiente e depois desaparece.
Poderíamos até concluir que a atividade da oficina de arte é “apenas” um pretexto para o surgimento de novas relações e a expressão livre de nossos sentimentos. No entanto, ao mesmo tempo, as crianças estão ocupadas, usando as mãos.
Os materiais que são sentidos, tocados e manuseados não criam, necessariamente, uma “obra de arte” visível, mas “algo” próprio, que está além disso. Como adultos, precisamos melhorar nossa capacidade de ouvir. Ouse ouvir. Ouse sentir o que é sublime, o que vai além dos limites.
Gosto de estar no campo do desconhecido e imprevisível com as crianças.
Muito daquilo que considero artístico e criativo é o que geralmente se considera “bagunça” e acaba sendo recolhido ou jogado fora pelos adultos.
A narrativa sublime é varrida junto com o original, o diferente, o vivo e o não adestrado.
É aí que estão a energia e os valores artísticos, tudo o que as crianças inventam e as relações que estabelecem paralelamente às atividades de arte desenvolvidas.
O sublime é isso.
A CRIANÇA PEQUENA DEVE TOCAR E SENTIR OS MATERIAIS. A CRIANÇA APRENDE ATRAVÉS DOS SENTIDOS, TUDO É NOVIDADE.


Anna Marie Holm
Baby-Art: Os primeiros passos com a arte (p.6-7)
MAM e Editora Moderna
Anna Marie Holm nasceu na Dinamarca em 1951.É artista e membro da Sociedade Dinamarquesa de Autores.



13 de outubro de 2012

OS ENCANTOS DE LOREENA...

Hoje foi dia de leitura "pesada", desde cedinho, cedinho. É evidente que um "intervalinho" faz muito bem e recupera a concentração. Então, neste "interstício" entre leituras resolvi fazer uma arrumação no blog. Mexe na barra, tira imagem daqui e coloca ali, enfim, uma geral no lay-out... Então, quando resolvi mexer no perfil   vi, que na época em que o fiz, havia acrescentado um link musical. Obviamente cliquei para ouvir e puxa... quanto tempo não me deparava com a melodiosa Loreena. Música celta sempre teve um "quê" comigo e, desde sempre faz meu sangue fervilhar. É como quando alguém, de repente se emociona com um filme, um quadro, uma peça teatral... pois me remete a coisas boas, bonitas, a mim mesma, me volta para dentro, nem sei explicar direito. 
Há aproximadamente dois anos - aqui no blog mesmo - fiz uma postagem sobre Loreena McKennitt que trago para vocês repaginada e com alguns acréscimos. Para quem aprecia o estilo é simplesmente um deleite para os ouvidos.  Realmente faz mergulhar em um universo totalmente diferente e magnífico.



No ano de 2009 ganhei de presente um DVD de Loreena, gravado em Alhambra, uma cidade localizada na província de Granada. Em árabe, significa "a vermelha".
Destaca-se muito por sua arquitetura. É dotada de muitos palácios e fortalezas. O atrativo de Alhambra concentra-se na beleza dos interiores decorados com a arte islâmica que se funde com estruturas cristãs do século XVI e intervenções posteriores em edifícios e jardins, que marcam a sua imagem tal como pode ser contemplada hoje.
Ainda em Alhambra fica o Palácio de Carlos V, um palácio erguido pelo Imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico em 1527.
No link abaixo é possível visualizar os ambientes internos das construções. Uma pequena mostra do DVD, onde Loreena passeia por entre as construções de Alhambra.




Tem uma voz magnífica, de forte personalidade e tessitura única, unida a instrumentos étnicos e antigos numa harmonia que embala e envolve e nos absorve totalmente...

CARAVENSAI


DANTE'S PRAYER


A seguir, uma de minhas preferidas. Santiago. Observem as imagens magníficas e riquíssimas em seus detalhes, portais, paredes...
SANTIAGO


A "Santiago" a seguir não é ao vivo. Os detalhes musicais são diferentes e a sutileza de cada instrumento e o vocal é melhor percebida...

SANTIAGO


HURON BELTANE FIRE DANCE


MARCO POLO


E por fim, um de seus maiores "hits"...

THE MUMMERS DANCE


SOBRE LOREENA

Loreena Isabel Irene McKennitt (Morden, 17 de fevereiro de 1957) é uma cantora canadense. Compositora, pianista e harpista, além de muitos outros dotes artísticos, Loorena é conhecida pelo seu estilo de música New Age, celta eclético, com tendências do Médio Oriente. Loreena é bem conhecida por seus vocais de sopranos. Filha de Jack e Irene Mckennitt, ela é de ascendência irlandesa e escocesa. Loreena, assim como muitas crianças, demonstrou na infância um grande interesse por música. Foi então que Loreena iniciou-se na formação musical e estudou piano clássico por 10 anos e canto durante 5. Loreena juntou à cultura celta elementos da música oriental, introduzindo um toque erudito e utilizando instrumentos folclóricos, aliados aos sons eletrônicos obtidos através de sintetizadores. Somado a isto, vocais diáfanos que remetem a eras indefinidas. O resultado desta mistura é o sucesso da canadense. Antes de iniciar um álbum, Loreena costuma estudar bem de perto os locais que vai retratar em suas músicas, antes de criar os discos Elemental e Parallel Dreams, ela viajou para a Irlanda, para ter inspiração do país, da história, folclore, geografia e cultura. O álbum The Mask and Mirror, foi concebido após uma viagem para a Espanha, onde trabalharam na Galiza e estudaram a cultura celta da Espanha, juntamente com as suas abundantes raízes árabes. O resultado foi um álbum incluindo elementos da música celta e árabe. De acordo com as notas de seu último álbum, An Ancient Muse, este foi inspirado principalmente por viajar e ler sobre as diversas culturas ao longo da Silk Road.
Durante seus estudos musicais, Loreena teve também interesse em ser veterinária. Apesar de serem ocupações distintas, a influência pela veterinária foi devido ao fato de seu pai ser um comerciante de gado em Morden, Manitoba. Mas o amor pela música foi mais forte, fazendo assim com que Loreena abdicasse da veterinária. 


Lorenna vendeu mais de 14 milhões de álbuns mundialmente.
Os dados biográficos da cantora foram pesquisado no site oficial.
quinlanroad

11 de outubro de 2012

O MUNDO DA CRIANÇA


Todos temos nossa criança dentro de nós. Todos temos sonhos para realizar e mil coisas que desejamos fazer, não é mesmo? Parece que, quanto mais a vida vai passando, mais queremos realizar e nos perguntamos a todo momento, porque o tempo voa tanto?
Bom mesmo era quando o tempo não passava e o nosso maior querer era crescer e "virar" adulto. Agora que somos adultos pensamos que o melhor era o tempo de criança. 
Que bom é brincar, sonhar, realizar, construir e pensar num mundo melhor e mais justo para todos! Assim é a criança, seu senso de justiça alcança a todos sem distinção. A criança não tem travas em suas ações e nem em sua língua, gosta de expressar-se e é sincera. Ama incondicionalmente e adora ser feliz!
Que tal você adulto experimentar este mundo tão maravilhoso? 
Amanhã é o Dia da Criança e também de todos aqueles que nunca deixaram para trás a criança que um dia foram.

FELIZ DIA DA CRIANÇA!!!

7 de outubro de 2012

PARABÉNS PROFESSOR?

Todos os anos, no dia 15 de outubro comemora-se o dia do professor. Quando ia a escola lembro-me muito bem que levávamos cartões e flores à nossa professora e o dia era tratado de uma forma muito especial. No meu Ensino Fundamental contei com professores dedicados e amorosos. Pessoas realmente conectadas com o ato de ensinar e comprometidas com as nossas vidas. Bons tempos, que não voltam mais, mas que permanecem mais do que vivos em minhas lembranças... Minha primeira professora foi a Regina, depois a Maria Aparecida, Terezinha e por fim a irmã Helena na 4ª série. E olha, que quando estive neste nível escolar, o ensino de caráter extremamente tradicional impunha muita disciplina e com rigor as tarefas eram cobradas. Minha mãe nunca fora chamada na escola por algo que tenha feito, ou regra que tenha quebrado. Se isso acontecesse, acho que "morreria" de vergonha. Mas também tem outra coisa: nunca nenhum aluno ousava questionar, emitir opiniões ou até mesmo manifestar idéias inovadoras. Alunos eram alunos e professores eram professores. o espaço de "quem" deveria ensinar e "quem" deveria aprender estava demarcado e sabíamos que a linha limítrofe era intransponível. Momento político do país? DITADURA. Ainda assim, em meio a tudo isso recebi carinho, cuidado, atenção e acesso ao conhecimento de forma consciente e respeitosa, visto que era uma aluna "protestante" dentro de uma escola "católica" - o que mudou radicalmente a partir da 5ª série quando tive de mudar de escola e senti na carne o preconceito religioso.
Teria muitas "telas" de vivências para apresentar aqui... mas cansaria por demais a leitura... rsrsrs.
Mas e hoje? O que mudou?
Cada vez mais vemos estampados por todos os lugares e principalmente na internet a geral insatisfação com a educação. Ora, educandos descontentes e indignados com a qualidade de ensino, ora educadores insatisfeitos com as condições de trabalho, salários e também a falta de disciplina na classe, por parte dos? Educandos... e assim uma grande teia de insatisfações gira em círculos viciosos e intermináveis, sem na verdade a busca das soluções.
De onde vem tudo isso? Da sociedade em que vivemos? Das Políticas Públicas que regem a nossa educação? Das famílias em seu processo de educação dos filhos? Ou é um conjunto de tudo isso? Tenho certeza de que cada leitor terá sua opinião e certamente poderá manifestá-la aqui, no campo de comentários. Por favor o façam!
Eu não tenho respostas, mas tenho alguns questionamentos. É sabido que hoje nossas crianças tem acesso à informações numa velocidade a mil por hora. Sabemos que precisam administrar a vida em casa, suas coisinhas, seus lazeres, suas tarefas e inteirar-se de tudo mais. Tudo vem através de sons, imagens, movimentos e de uma forma totalmente dinâmica. O conhecimento já não é mais concebido de forma vertical, de cima para baixo. Ele hoje é construído colaborativamente e o professor não pode mais ser o detentor da verdade, nem o aluno o receptor passivo de tudo que tentam colocar dentro de sua cabecinha. Já se contrapunha Paulo Freire, ao falar do sistema de "educação bancária". O tempo da repressão acabou, o tempo da ditadura se foi. Lógico que também se foram os limites do razoável... mas e daí? Vamos sentar e criticar? É fácil não é? No camarote da nobreza olhar para baixo e "malhar" pai, mãe, professor, escola, sistema, política e nada fazer para contribuir com alguma boa mudança.
Ok!
O início de tudo é: parabéns professor?
Pois vejo a necessidade de um forte alinhamento do discurso com a prática profissional. Não adianta falar em teoria e teóricos do passado e do momento, se em sala de aula o aluno que precisa de mais incentivo é tratado como incompatível com a classe. Alguns professores ainda tem o objetivo de terminar o ano letivo com uma turma homogênea e nada menos. Assim valorizam os que tem mais facilidade em acompanhar esta meta e oprimem os que buscam a meta por outros caminhos, mas que acabam chegando nela. Existe só um caminho? Apenas uma verdade é válida? Apenas uma solução é possível? Todos precisam necessariamente chegar com o mesmo nível de conhecimento no final do ano? Por mais que a sociedade, em seus moldes convencionais exija das pessoas certos conhecimentos, não podemos negar que a "fala" da escola em nada mudou em séculos. Preparar o aluno para o futuro? Sim, mas o aluno ainda não está lá e ademais, ele precisa estar feliz hoje, naquilo em que está fazendo, ou seja: ESTUDANDO, APRENDENDO, DESCOBRINDO E SE FORMANDO.
Não desconheço as dificuldades enfrentadas pelos docentes e não estou diminuindo o trabalho árduo que é, dar aulas. Não é fácil e necessita de gente engajada e dedicada, que realmente sabe o que está fazendo e a que veio.
Numa época em que se fala das "Múltiplas Inteligências", o professor não pode simplesmente fugir de conhecer as habilidades de seus alunos fora da escola. Seu aluno canta, toca algum instrumento, pratica esportes, gosta de ler, desenha, cria, aprecia filmes... enfim, são tantas as coisas e elas dizem muito sobre a criança. O conhecimento é necessário, sobretudo o conhecimento historicamente construído, mas ele não é tudo. Como este aluno aprende, uma vez que não aprendemos todos da mesma forma?
Quantos professores, que detectam dificuldades na escrita de um aluno acabam o desqualificando diante dele mesmo e da classe, desconhecem seu potencial criativo em outras áreas, como por exemplo, elaborar um projeto com os coleguinhas?
Ou quando motivado, dá um salto na produção textual, que antes era de um parágrafo e ganhou mais outros magníficos quatro, o professor diante da sala toda alega que usou diálogos muito infantis? Existem propostas e propostas de ensino, mas a avaliação consiste acima de tudo, em observar a progressão da criança considerando seu ponto de partida e suas conquistas, em relação a ela mesma, jamais em relação a outros alunos. Ora, não estamos nivelando ninguém, nem tampouco rotulando com prazos de validade e mencionando conteúdos... estamos formando gente!!!!!
Assim trago para vocês duas coisas, que aliás considero básico para uma reflexão. A primeira é para que cada docente se avalie como tal e, se necessário repense sobre a sua prática e a outra, talvez a mais importante, que é uma reflexão bem mais profunda sobre os sistemas educacionais da atualidade e suas raízes históricas.

Então segue a primeira reflexão para todos os educadores que se dedicam à sua profissão com afinco e responsabilidade social:


CLIQUE NO AQUI PARA LER O TEXTO COMPLETO DO SITE EDUCAR PARA CRESCER

A segunda reflexão é para todos os leitores independentemente de serem educadores ou não. Todos precisamos acordar para a seriedade do que aqui é exposto.



MUDANDO PARADIGMAS NA EDUCAÇÃO

Animação adaptada de uma palestra dada na RSA por Sir Ken Robinson, especialista em educação e criatividade mundialmente reconhecido. Dublagem em português: Blog Brasil Acadêmico.





"Bora" pensar gente, para poder agir mais consciente!
E... antes da semana do "professor", temos a semana da "criança"!
Bom domingo.

PRONTO, FIZ A MINHA PARTE: EU VOTEI...

Hoje é dia de eleições! Todos reservaram um momento do dia para cumprir com o seu papel eleitoral. Quem ainda não foi, precisa correr, pois o tempo está acabando e logo teremos urnas apuradas e saberemos se tudo se resolveu no primeiro turno.
Será que votar e pronto é cumprir com a obrigação de eleitor? Evidentemente, antes de votar pelo menos saber sobre o candidato e acompanhar as notícias. Até mesmo olhar o tão criticado horário político e os debates. No mínimo para votar de forma consciente.
Ainda bem cedinho no facebook, oriundo do site Administradores.com o lembrete:


Bastam alguns minutos para mudar o rumo por 4 anos, ou deixar tudo como está. A escolha e a decisão está em nossas mãos.
Cidade imunda de panfletos, adesivos, placas... os famosos "santinhos" formando um imenso tapete à caminho da seção eleitoral. Boca de urna? Tem também! Parece ser tradição. Assim como também parece uma tradição a venda de votos! Apoio a este ou aquele candidato em troca de cargos públicos, que em geral incham o serviço público de profissionais totalmente desqualificados. Empresas que investem em campanhas - quem sabe esperando retorno futuro, ou outros benefícios. Onde isso vai parar? Faces lotados de propaganda política e até mesmo "brigas" entre candidatos, ou pessoas que nada tem a ver com eles, a não ser a intenção de voto. verdadeiros circos montados na internet e nas ruas. Quando isso vai mudar? 
O político competente vence por seu trabalho, não por suas promessas de campanha, quantos folhetos espalhou pelas ruas, ou se o "gingle" é "da hora". Assim, não basta votar, mas é preciso "acompanhar" o candidato eleito durante o seu mandato certo?

Que seu voto tenha sido valoroso e quem ainda não votou, pense na responsabilidade de cidadão!
Povo politizado merece uma grande nação. O Brasil é forte e é uma grande nação!



VAMOS ACORDAR GENTE!


6 de outubro de 2012

FILHO OU CIDADÃO?

Nestes últimos tempos tenho me deparado com inúmeras situações concretas que me levaram à algumas reflexões sobre a educação dos filhos.
Dentro de minhas atribuições profissionais, sou também responsável pela gestão de estágio e programa de jovens aprendizes. Somando todos eles, conto com cerca de 80 jovens entre estudantes de nível médio e superior, sendo que os de nível superior são de diversas áreas de formação. Administração, Agronomia,  Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Direito, Engenharia Ambiental, Civil, Gestão Ambiental, os Tecnólogos em Geoprocessamento e Saneamento Ambiental, Zootecnia... entre outros. Jovens que aspiram um futuro profissional nas áreas em que se preparam ou não. Carreiras construídas com base na profissão dos pais, ou de alguém da família, outras escolhidas por afinidades pessoais. Observar o desempenho de cada um em seu campo de estágio, por meio de avaliações periódicas e muitas vezes burocráticas, mas necessárias é uma tarefa difícil, que nos traz respostas bem pontuais ligadas diretamente ao grau de satisfação e motivação que sentem em estar onde estão. Tirando desta situação, os casos de cursar a faculdade que o pai ou a mãe desejam, tem uma outra parcela, que embora bem pequena é preocupante. Frequentes atrasos, faltas, posturas inadequadas frente às responsabilidades revelam um jovem em formação, que se encontra em desvio do que se espera ser de fato uma experiência de estágio. Jovens que aparentemente tem tudo o que desejam em suas casas, não lhes falta absolutamente nada. Indo mais a fundo, não é difícil perceber que repetem as condutas dos pais e que estes não percebem tais condutas como graves. Tudo entra num ciclo de normalidade e naturalidade, que acaba resultando num adulto sem muitas responsabilidades e sem capacidade de assumir e honrar compromissos e muito provavelmente sem a energia e a garra para prover suas próprias conquistas. Para ser mais clara, poderia traduzir isso tudo numa simples expressão: "pai e mãe que passa a mão na cabeça do filho em qualquer situação" mesmo que seja ele culpado.
Isso me remeteu a um pensamento que há tempos venho associando aos movimentos sociais com os quais nos deparamos todos os dias. Um casal, quando decide que é o momento de ter um filho é tomado por um sentimento terno e delicado, quase egoísta e orgulhoso pelo fato de poder "ter" um filho. Evidentemente também pensa em criar todas as condições possíveis para cuidar da criança, para amá-la e educá-la dentro dos princípios em que também foram criados e assim por diante. Logo vem à mente à perpetuação das gerações da família, do sangue, do nome do pai e do nome da mãe... é meu filho, é nosso filho, olha só que coisa mais linda!!! Não é assim? Mas neste momento tão particular e peculiar, diria único quantos pais pensam do ponto de vista social? Por exemplo, que tipo de cidadão se deseja dar ao mundo? Que ser humano e de que forma o educaremos para que ele possa ser uma doação à sociedade, de modo a fazer diferença para ela? De que modo construir conceitos que nos permitam conduzir um ser humano capaz de promover uma sociedade mais honesta e justa? Pais pensam nestas coisas quando seus filhos nascem? Ou quando os planejam?

(... pausa...)

É por isso, que o processo de educar e conduzir uma criança pelo caminho da vida é árdua, necessita de perseverança e de muito amor. E amor, diga-se de passagem, do tipo que muitas vezes diz NÃO. Para que no futuro ele não fique "chocado" quando vê que precisa ser responsável pelos seus atos.
Que tipo de cidadão queremos para nossa sociedade? Existe uma receitinha pronta? Creio que não. Mas existem pais que pensam e repensam constantemente suas atitudes, seus exemplos e seus discursos. Se tudo é alinhado com uma boa dose de amor e compreensão, então certamente teremos um adulto justo, honesto e capaz de lutar por seus sonhos.



Fiquei na dúvida sobre postar sobre este assunto, porque as opiniões a respeito dele são as mais diversas. Não pretendia nenhum aprofundamento, mas apenas plantar um questionamento em face da experiência de ver tantos jovens talentos desperdiçados, perdidos em suas escolhas e mau conduzidos pelos seus pais. Digo mais, eles sofrem com isso. Eles são nossos filhos e são também cidadãos!
Então... acho que fica a dica...

Um excelente sábado para todos!