BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

10 de novembro de 2013

QUANDO NOSSOS OUVIDOS ESPERIMENTAM O DIVINO






Bach : Cantata 4 : Den Tod niemand Zwingen kunnt - Gardiner*

Não há absolutamente nenhuma palavra que defina esta obra com precisão, exatidão ou perfeição.
Um belo desenvolvimento das vozes... fluindo no espaço sonoro!
Magnífico!

8 de junho de 2013

VIVER É MAIS QUE SE FAZER PRESENTE... É PERMANECER NA MEMÓRIA DAS PESSOAS!

Um homem nasce e constrói sua história, num "piscar de vida"! Pena que não lhe permitem escrever mais um pouco de sua poesia, para que as mais novas gerações despertem para a sutileza de suas rimas. "Não lhe permitem" um minuto a mais, mas lhe é dado o tempo suficiente para deixar o seu legado. 
Hoje, dia 08 de junho de 2013 fecha-se um ciclo de três anos sem o "Mestre Poteiro". Mas nestes três anos sem a presença do artista Naif do Brasil, são também três anos de uma ideia fabulosa: a de desenhar e colorir todas as histórias do mundo compactando-as em "pequenas-grandes" telas... deixando registrado para sempre o pensamento e o sentimento de um homem, que buscou na Arte que aprendeu, a solução para os conflitos da humanidade. Seu desejo de espalhar sorrisos e olhares brilhantes se concretizou. Sua vontade de repartir suas experiências de vida deixou um pedacinho seu, em cada espectador de sua obra. Hoje, cada goiano, cada brasileiro tem um pouco de POTEIRO. Hoje, todos somos um pouco POTEIROS, a moldar nossas vidas buscando a beleza das cores e das formas, a combinação perfeita, a felicidade, a harmonia de tudo, o "belo"! 
Poteiro não está mais aqui entre nós, mas seu legado está vivo e alimenta novos pensamentos, novas criações, novos artistas e novos talentos. 
Conseguiu semear sua simpatia, sua graça, sua força, sua genialidade fazendo brotar novos talentos e incontáveis admiradores. 
Não escreveu com simetria, em retas, por meio de esquadros alinhados. Ao contrário, nos trouxe curvas, formas improváveis, cores exorbitantes e ousadia na escrita poética da sua obra. Trouxe o inusitado, aquilo que os críticos não conseguem desvendar, nominar, classificar. Trouxe o enigma e a anarquia das imagens. Um contexto seu, particular, peculiar e que ao mesmo tempo traduziu fielmente a história de seu povo. 
É... Antônio Poteiro, goiano, brasileiro, nosso e do mundo inteiro... mais um talento na ilustre História da Arte brasileira, um querido personagem real de nossas vidas!
Deixou saudades, mas não deixou órfãos de sua Arte. Cumpriu seu papel de articulador das memórias rurais e urbanas escrevendo toda esta história com maestria, nas suas telas, nas suas esculturas, na sua vida!

Direitos da imagem - Instituto Antônio Poteiro

VIVA POTEIRO!

(1925-2010)

Homenagem ao grande Mestre da nossa Arte Popular Brasileira.


Um excelente final de semana!
Dagmar

25 de maio de 2013

PHOTOGRAPHIA

A dimensão do tempo pode ser instantânea. Guardada em frações de segundos, onde a vida acontece intensamente, sem que tenhamos de fato, a noção de todas as cores, luzes, movimentos e sentimentos que a constituíram. Há quem diga, que a fotografia, não é arte em toda a sua pureza. Mas que desenhista ou pintor seria capaz de captar o segundo, no instante de sua existência?
Gostei desta abordagem sobre a fotografia!

Um ótimo sábado a todos!
Dagmar




Toda fotografia é um portal aberto para outra dimensão: o passado. A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo, transformando o que é naquilo que já não é mais, porque o que temos diante dos olhos é transmudado imediatamente em passado no momento do clique. Costumamos dizer que a fotografia congela o tempo, preservando um momento passageiro para toda a eternidade, e isso não deixa de ser verdade. Todavia, existe algo que descongela essa imagem: nosso olhar. Em francês, imagem e magia contêm as mesmas cinco letras: image e magie. Toda imagem é magia, e nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado nas geleiras eternas do tempo fotográfico. Toda fotografia é uma espécie de espelho da Alice do País das Maravilhas, e cada pessoa que mergulha nesse espelho de papel sai numa dimensão diferente e vivencia experiências diversas, pois o lado de lá é como o albergue espanhol do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. Além disso, o significado de uma imagem muda com o passar do tempo, até para o mesmo observador. Variam, também, os níveis de percepção de uma fotografia. Isso ocorre, na verdade, com todas as artes: um músico, por exemplo, é capaz de perceber dimensões sonoras inteiramente insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, um fotógrafo profissional lê as imagens fotográficas de modo diferente daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia, a “escrita da luz”. Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. 

(Adaptado de Pedro Vasquez, em Por trás daquela foto. São Paulo: Companhia das Letras, 2010) 

19 de maio de 2013

TEMPO, TEMPO, TEMPO....


"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai"
(SOBRE O TEMPO.  Pato Fu)




Olhar a todo tempo no relógio e programar a próxima tarefa. São tantas no dia, na semana... e quantos compromissos pela frente. Não existem horas suficientes. Dizemos que o dia poderia ter até "30 horas"! Chega um tempo que prioridade é tudo! Uma prioridade baseada, quem sabe na necessidade pessoal de satisfação. Quer ter um tempinho no final da tarde? Então comece o seu dia vigorosamente mais cedo. Quinze minutinhos mais cedo, fazem a diferença no dia! Pontualidade é essencial! Lembro-me muito bem de uma regrinha que mamãe sempre me lembrava: "nunca chegue no horário, chegue sempre pelo menos 10 minutos antes, pois chegar no horário, já seria um atraso." A espera pode significar uma eternidade ao que segue à risca a regrinha da pontualidade. Que bom se todos pensassem desta forma. Do mesmo modo que sair 5 minutos antes de um compromisso, não é cumprir ele totalmente. Exagero? Pode ser. Mas para isso existe o "tal tempo", para que justamente possamos distribuir nossos afazeres e lazeres, para que possamos medir um espaço temporal e aproveitar mais o que temos de melhor: A VIDA!

Um excelente domingo!
Dagmar




Gestão de Tempo – Como administrar melhor seu tempo
por Douglas Ferreira

O tempo pode ser o nosso maior inimigo, quando não se sabe manter um nível de organização das tarefas do dia, ou até mesmo aquelas que podem ser realizadas em um prazo maior. Vida pessoal e trabalho acabam virando um verdadeiro "vendaval" de atividades desordenadas  quando simplesmente não se tem o hábito de anotar alguns compromissos no que chamamos de "agenda". Uma boa agenda, muitas vezes salva o seu dia do caos. Pessoas, telefones, compromissos diversos, médico, reunião, compras, família, rotinas de trabalho... se não forem devidamente estruturadas em ordem de prioridades acabam ficando para depois e depois e, quem sabe amanhã dá para fazer, ou até mesmo, depois do horário não tem ninguém e fica mais fácil terminar. Nada disso! O dia tem exatamente a quantidade de horas necessárias para tudo o que cabe nele. Isso com tempo para descansar e tudo! Basta priorizar.
Acordar um pouco mais cedo, de repente faz a diferença. Dá tempo de deixar algumas coisas organizadas em casa, evita um trânsito mais intenso a caminho do trabalho e permite um início de dia mais calmo e relaxado, sem a correria do "atrasadinho". Mesa do escritório sempre arrumada ao final do dia, com a "papelada" disposta na ordem de verificação facilita e muito, o início do dia seguinte, pois não é necessário revisar tudo para dar início às atividades. Bloco de anotações para recados rápidos, que serão descartados logo após sua realização. Uma agenda diária, com as situações mais urgentes auxilia na eficiência da execução das tarefas. Nunca deixar nada para amanhã, quando se pode realizar hoje. mesmo situações mais difíceis e conflitosas de resolver. Aliás, estas devem estar no topo da lista, desse modo aliviam o restante do dia. Quando eliminamos as tarefas mais difíceis primeiro, o tempo para outras atividades fica maior. Correio eletrônico é uma facilidade e tanto, mas é importante ter um e-mail organizacional e pronto. Ele é revisado logo pela manhã, no início das atividades. Quanto mais e-mails puderem ser respondidos, melhor. Eliminar o hábito de verificar a caixa de 5 em 5 minutos traz um ganho significativo no tempo do dia. Enfim, pequenas dicas, que são muito úteis para auxiliar a administrar seu tempo no trabalho trazendo ganho na vida pessoal. Douglas Ferreira, neste artigo, mostra o caminho das pedras para quem se encontra em meio às turbulências cotidianas e não consegue gerir suas tarefas dentro das 24horas que o dia tem. Confira! Manter uma rotina pode ser útil.

14 de abril de 2013

MUITO MAIS DO QUE PUNIR, OU NÃO PUNIR...

... ESTA É UMA QUESTÃO DE RAÍZES SOCIAIS PROFUNDAS. POR ISSO, NÃO SE RESUME EM IMEDIATISMOS!



Do site Projeto Legal, na íntegra.
Por que a sociedade civil deve dizer NÃO a PEC 33 que tem a com pretensão de reduzir a idade penal do adolescente de 18 anos para 16 anos:
1 – A Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente (Brasil é signatário) afirma que a criança e o adolescente são prioridade absoluta.
2 – O estado brasileiro descumpre o estatuto da criança e do adolescente há 21 anos, pois não garante o acesso pleno à saúde, educação, cultura e lazer.
3 – Não se pode submeter o adolescente/jovem a uma situação pior em decorrência do descumprimento da Lei e omissão do Estado.
4 – O prolongamento do prazo de encarceramento desses adolescentes e jovens não representa solução à problemática do ato infracional, haja vista as altas taxas de reincidência no cometimento de ato infracional que denunciam o não funcionamento do projeto de socioeducação a partir da restrição da liberdade.  
5 – As unidades de cumprimento de medida de internação não garantem tratamento digno e reproduzem a lógica do sistema prisional.
6 – O encarceramento dos jovens vai na contramão do que afirma o estatuto da criança e do adolescente e a Lei do Sinase quanto ao direito à Convivência Familiar e Comunitária, fundamentais à constituição subjetiva e dinâmica social dos jovens e, portanto, ao seu processo socioeducativo.
7 – A ONU exprimiu preocupação com o Brasil em recente relatório sobre a visita ao Brasil do Subcomitê de Prevenção da Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes no que concerne à privação de liberdade de adolescentes em instituições destinadas para este fim, pois o Brasil reitera o descumprimento das recomendações internacionais, evidenciando a existência de práticas em total desacordo com as tratativas nacionais e internacionais, que afirmam desde a brevidade e excepcionalidade da aplicação da restrição de liberdade até a impossibilidade de submeter o adolescente em conflito com a lei a condições subumanas das instituições de privação de liberdade, principalmente por sua peculiar condição de pessoa em desenvolvimento.
8 – O estatuto da criança e do Adolescente afirma que a medida socioeducativa deve respeitar os princípios da excepcionalidade e brevidade, logo, qualquer mudança que busque alterar a natureza da medida socioeducativa significa violação à Doutrina da Proteção Integral das Nações Unidas.
9 – A redução da idade penal constitui cláusula pétrea em nossa Constituição Federal, não sendo possível a sua modificação material, pois trata-se de direito e garantia individuais do adolescente, embora descrita topograficamente em artigo diverso do 5º CRFB/88." 







Só para refletir, ainda vivemos em uma cultura em que o jovem socialmente favorecido comete erros e o socialmente desfavorecido comete crimes.
Um excelente domingo a todos!
Dagmar

7 de abril de 2013

NO RETRÔ[VISOR] DO TEMPO



É...
"o tempo passa, o tempo voa..."!!! E todos continuam "numa boa"...!
Dia destes estava ouvindo notícias pelo rádio. Antenada na CBN ouvia o comentarista "deslanchar" as novas "novíssimas" "novidades" tecnológicas. Cyberespaço para cá, "nuvem" para lá, I-Pods, I-Peds, Tablets, celulares com televisores... enfim, tanta "coisa"... De repente ele disse o termo "navegar" para assistir TV, para escolher os programas e filmes favoritos e blá, blá, blá, blá, blá, blá. Uma tecnologia já existente em muitos dos novos aparelhos de TV, mas uma cultura ainda inexplorada pelas pessoas no cotidiano. Certo, mas o que chamou a atenção, foi justamente o termo "navegar". Claro, todos sabemos o que é navegar na internet, mas agora navegamos também na televisão? 
O mais surpreendente é que não precisamos retornar muito no tempo, quem sabe dez anos, eu acho. Bem, há dez anos atrás - eu acho - se alguém te fizesse a seguinte pergunta: "Você navega"? O que pensaria?
E se alguém falasse a você sobre a tal "nuvem" há dez anos atrás?



É... "o tempo passa, o tempo voa..." e algumas coisas ficaram de fato para trás. Tudo mudou tão depressa, tudo evoluiu muito rápido. Quem se lembra da máquina de escrever? Quem chegou a fazer o curso de datilografia, onde nos testes não era permitido olhar para as teclas? Quem já trocou a fita da máquina e "borrou" as mãos naquela tinta? Quem já ouviu falar na troca de uma válvula para fazer a TV funcionar novamente? Não, isso não é da idade da pedra, isso é bem recente!
O telefone que fazia trimmm, trimmmm? Não se digitava os números e sim, "discava-se" para o número desejado. 
Modelos arrojados para a época, cores fortes e muita praticidade. Isso mesmo, as facilidades para o lar, por meio de eletrodomésticos ultra-modernos como liquidificadores, cafeteiras, fornos, torradeiras, enceradeiras... quanta novidade. E hoje?
Bom. Uma coisa era certa: os produtos não eram tão descartáveis quanto os de hoje. Não estragavam assim, tão facilmente e quando isso acontecia, sempre era consertado. Levava-se cerca de 10 anos ou mais, para trocar uma máquina de lavar roupas, ou uma geladeira, ferro de passar. Pensando pelo lado da sustentabilidade, era melhor não? Hoje tudo que estraga é imediatamente jogado no "lixo" e reposto por um modelo novo, chique e visualmente atraente. Desperdício? Talvez. Mas que estamos na era da utilidades e inutilidades, ah... isso estamos!  Foi-se o tempo em que se pensava mil vezes antes de susbstituir um aparelho ou um móvel. Tudo existe em abundância e a oferta é grande. 
A cada dia, uma nova tecnologia surge e torna uma anterior totalmente obsoleta. Não é? Felizmente, por outro lado, a tecnologia nos trouxe muitos avanços e facilidades. O computador, a internet, a rede Wi-Fi, a Nuvem e tudo o mais que nos permite Navegar! O que faríamos sem a internet hoje em dia? Bem... já que estamos num veículo super veloz, resta olharmos pelo retrovisor para compreender a evolução tecnológica. Trouxe alguns objetos, não tão antigos assim, mas que tenho certeza de que grande parte das pessoas que nasceram na década de 1990 e 2000 não conhece!
Vamos lá então?














Um ótimo final de domingo!
Dagui

4 de abril de 2013

AS MULHERES NA HISTÓRIA DA ARTE






Um fabuloso trabalho de Arte Digital mostra 500 anos de Arte, na representação do rosto feminino.
Delicadeza, romantismo, tristeza, alegria, serenidade, fragilidade, tenacidade...

Uma verdadeira obra prima embalada pela Suito for Unac. Cello, Suite No. 1, 1. Prelude, de Johann Sebastian Bach.
É simplesmente magnífico.

Dagui

24 de março de 2013

VOCÊ É UMA PESSOA DE SUCESSO?

Um sinônimo de sucesso é êxito. Sucesso não quer dizer, fama, dinheiro, bens, infindáveis conquistas ou ocupar cargos de destaque. 
O sucesso é para todos? Onde está afinal o tão desejado sucesso?
O sucesso advém das coisas mais simples da vida. Pequenas conquistas diárias, aquele emprego almejado, a aprovação num vestibular ou concurso público, a aquisição de um bem, a lembrança de seu aniversário por seus amigos... enfim, são tantos eventos que podem ser elencados, que demonstram êxito e que estão intimamente ligados ao modo pessoal de ver a vida. Sim, modo pessoal. O que é sucesso para uns, poderá não ser para outros.
Algumas perguntas podem ser chave, para a descoberta de seu sucesso na vida:
Você se considera uma pessoa feliz?
Está satisfeito ou satisfeita com a vida que tem?
Se comparar suas conquistas num prazo de pelo menos 2 ou mais anos, você cresceu? Desenvolveu-se como profissional e como pessoa?
Sente-se motivado a buscar novos desafios? Está sempre renovando seus conhecimentos?
É procurado pelos amigos para realizarem programas juntos? No trabalho, tem boas relações, sente-se num bom ambiente? Consegue ver positivamente tudo o que lhe acontece?  Você costumar concluir o que começa?
Estas não são apenas formas de ver a vida com otimismo. Também não são fórmulas mágicas, mas reais!
Sucesso é um fator de medida entre dois pontos. O quanto se evolui entre um ponto considerado como partida, até o seu estado atual. Pode significar a conquista de uma amizade, de um amor, de um título ou da aquisição de uma nova habilidade. Não importa o que, mas importa se é significativo e se te remete ao conceito de êxito, tarefa concluída e missão cumprida. Isso é sucesso.
E então?
Você é uma pessoa de sucesso? O que pode modificar hoje em sua vida, para tornar-se uma pessoa de êxito?
Sucesso tem muito mais a ver com a qualidade de vida que se tem do que com a capacidade de consumir, segundo ditado de uma rede social. Se analisarmos sob este este aspecto, o sucesso pode estar em nossa vida há muito, mas sem que tenhamos consciência disto. Afinal, ainda se associa sucesso ao "ter". Que tal refletir mais a respeito e rever os conceitos?

Este filme, bem romanceado sobre culinária e comer bem, mostra a rotina diária de duas mulheres que adoram cozinhar. Duas apreciadoras da culinária, que vivem em épocas diferentes e que descobrem em seu dom, uma mola propulsora e motivadora para sua realização pessoal. Tamanho é o prazer que sentem no que fazem, que sua persistência e dedicação, em algo aparentemente simples tornam seu empreendimento em sucesso. Mostra também, que nem sempre o sucesso é rápido e que, muitas vezes depende do estudo de uma vida inteira e que seu êxito está ligado diretamente à contribuição que dá para a sociedade.
Então vamos ao sucesso com JULIE E JULIA e, Bon appetit!


18 de março de 2013

O QUE PODE SER DENTRO DE MIM

Stanislavas Sugintas



Um doce revoar de borboletas
alegres e esvoaçantes
em busca do calor do sol
em busca da flor mais bela
no jardim das cores
na alma mil amores
sonhos que ainda serão
e que talvez não virão
verdades sempre à tona
como um espelho
dentro de mim
de moldura leve e luz tênue
a me refletir e refletir
como um raio de sol e iluminar
as borboletas esvoaçantes
dentro de mim

[Dagui]

16 de março de 2013

ARTE TERAPIA COMO RECURSO NO AMBIENTE ESCOLAR








Não aprende apenas coisas. Pense nelas e constrói sob teu desejo e imagens que rompam a barreira que asseguram existir entre a realidade e a utopia: vive num mundo côncavo e ôco, imagine como seria uma selva queimada, detém o movimento das ondas nas arrebentações, tinge o mar de vermelho,segue algumas paralelas até que te devolvam ao ponto de partida, coloque o horizonte na vertical, faz uivar o deserto, familiariza-te com a loucura.
José Augustin Goytisolo

            A expressão artística não engloba somente elementos materiais que resultam num produto estético tangível. A manifestação vai para além do aparato visual, de modo a trazer nele uma carga de subjetividade que a torna única e diretamente ligada ao indivíduo que a produziu. Esta subjetividade, objeto de estudo, consiste em fatores psíquicos e emocionais que são automaticamente transferidos para a obra de arte, ou produção artística, seja ela plástica, musical, de expressão corporal ou teatral. Existe um vasto campo para a conexão entre o estado de espírito e a personalidade com os gestos expressivos e os movimentos no exato momento do “fazer artístico”.
            A Arte Terapia é definida como o conjunto de ações e materiais diversificados que permitem ao indivíduo a espontaneidade na expressão. Promovem a expressão, a livre expressão, ou até mesmo temática, mas com liberdade de elaboração de novos conceitos e que promove o autoconhecimento do ser.

Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura quando o cliente é acompanhado pelo arteterapeuta experiente, que com ele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata de simples “fusão” de conhecimentos de arte e de psicologia. Isso significa que não basta ser psicólogo e “gostar de arte” ou ser artista arte-educador e “gostar de trabalhar com pessoas com dificuldades especiais”. A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada. A Arteterapia é um caminho através do qual cada indivíduo pode encontrar possibilidades de expressão para, através de técnicas e materiais artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas dificuldades na vida. (Trechos extraídos de Ciornai, S. "Percursos em Arteterapia", 2004)

            Na escola, existe a necessidade de se promover o ambiente criador, justamente para que o aluno se desprenda da rigidez estética, que muitas vezes o impede de produzir com mais liberdade, e também para que amplie sua capacidade de reflexão acerca da realidade, de seu contexto, de si mesmo, do outro e da sociedade em que vive. Assim, se vê como agente transformador, capaz de interagir em seu meio utilizando-se das linguagens artísticas para tanto. A Arte Terapia apresenta métodos próprios de ação e de reflexão acerca da expressão do indivíduo e se utiliza deles para que o indivíduo adquira autoconhecimento e assim saiba como manifestar-se através das linguagens da Arte e, posteriormente em suas atitudes perante a vida.
            Quanto a sua aplicabilidade na escola, há que se considerar o fato de que o professor não é exatamente um psicólogo e pode também não ser um especialista em arte, mas no entanto ele também volta suas ações para o desenvolvimento da expressividade de seu aluno. Ele procura desenvolver no aluno a sua capacidade de comunicar-se, promove momentos em que este possa expressar seus sentimentos e, em geral usa dos meios da arte para isso. Um exemplo é quando o professor pede para o aluno desenhar sobre o que sente quando ouve determinada canção ou melodia.  Herbert Read, em sua obra “A educação pela arte” aborda vários aspectos da criatividade humana e do exercício dela, bem como os fatores que influenciam na imaginação no momento da criação e das obras como sendo frutos das individualidades e, desta forma conecta a análise proposta aqui com a educação.
            Existem dois fatores de relevância essencial quando se aborda Arte Terapia e Arte. Dentro da escola, a disciplina de Arte é obrigatória e tem conteúdos próprios. Dentro da proposta do ensino da arte, o professor precisa considerar o conhecimento historicamente construído e que traça a linha do tempo da arte, contextualizando o artista neste ou naquele momento e lugar. Também precisa abordar as diversas linguagens artísticas, suas formas de expressão através dos grandes movimentos artísticos, de modo a situar o aluno com relação a importância de cada um, em cada época. Deve apresentar os conceitos do belo e do feio, deve falar sobre a estética e a poética de uma obra, sua representatividade para a sociedade. Estabelecer paralelos entre diferentes formas de expressão, comparativos entre elas. Propiciar ao aluno espaço para que possa conhecer materiais e técnicas, a fim de saber utilizá-lo. Além do saberes técnicos, o professor precisa dar ao aluno a possibilidade de interagir com estas linguagens e perceber que ele pode também expressar-se. Propor situações em que cada um possa pensar a respeito da própria produção como sendo uma atividade que vise a algum tipo de comunicação. Dar ao grupo a possibilidade de realizarem atividades coletivas e colaborativas e também, momentos em que cada um possa voltar-se para dentro de si na busca de respostas ao problema em arte apresentado. Tudo isso aliado a um produto final que leve em consideração uma apresentação estética desejável, isto é, com o bom e correto uso dos diferentes materiais e técnicas aprendidos anteriormente. Para tanto, o professor precisa estar atento, ter conhecimento e domínio sobre o que está realizando e sobretudo ter a sensibilidade para perceber as individualidades de seus alunos. Saber que cada um tem seu ritmo, tem conceitos simbólicos próprios e acepções sobre imagem que provém de sua prévia vivência no meio, bem como uma visão de mundo particular e coletiva construída ao longo de sua vida. Assim sendo, cada produto artístico será único e encerrará em si, muito da subjetividade do autor.

É verdade que sugerimos que todas as obras de arte ajustam-se, de certo modo, às leis estruturais características do universo físico, mas seria uma certa injustiça argumentar que toda expressão, e, na verdade, toda percepção é inerentemente artística – isto é, que ela tende a buscar forma ou configuração esteticamente satisfatória. (READ, 2001, p.31)

            O autor alerta para o fato de que existe uma linha tênue, mas divisória entre os produtos resultantes do fazer artístico. Questiona, na verdade, se tudo é arte e se os resultados de uma pura e simples expressão, pode ser considerada arte. Não é uma inocente afirmação e por isso, o professor precisa ter clareza quanto aos métodos que utiliza enquanto ministra suas aulas. Até onde a Arte Terapia se ajusta dentro da sala de aula e com que finalidade ela pode ser aplicada? Até onde a arte pela arte é trabalhada no ambiente escolar e o que pode ser retirado do aluno em troca desta aprendizagem? Porque não se pode esquecer de que se trata de uma aula de arte, assim como Línguas, Exatas e outras. Sendo uma aula e tendo conteúdos, também será passível de avaliação. Mas que padrão de avaliação? Que padrão de estética será cobrado do aluno? Por outro lado, a arte Terapia é um campo riquíssimo para desenvolver no aluno a capacidade de conhecer-se e desta forma responder ao mundo externo através das linguagens artísticas. Estar apto a usar adequadamente dos materiais e das técnicas, bem como refletir no âmbito filosófico da obra estudada, para poder produzir uma expressão genuína e crítica conectiva com a realidade estudada e a própria realidade. Não raro, em classes de adolescentes, o professor enfrenta os “nãos”. “Não sei desenhar prô”, ou então, “Profe de artes, eu não gosto de pintar e não consigo fazer bonito”, ainda “Pra quê eu preciso fazer isso? Isso cai no vestibular?”. Quando o aluno não vê a conexão da arte com seu mundo, torna-se premente uma maior preocupação por parte do professor em avaliar seu próprio trabalho ou seu conceito sobre a função da arte na escola e na sociedade. O grande desafio está em, justamente, balancear o conteúdo de arte com o desenvolvimento da capacidade de expressão do aluno, de modo reflexivo. O aluno deve adquirir os saberes necessários que o tornem tanto um fruidor da arte, apreciador, como um agente ativo na produção desta.
            Para tanto, a função da escola neste papel não é formar o artista, mas dar a todos a possibilidade de usufruir deste bem cultural, fazer parte dele e tomar para si este patrimônio ajudando a construir a história e sentindo-se parte dela.
            Ao professor então, cabe a tarefa de reunir os mecanismos necessários para o desenvolvimento desta proposta, promovendo aulas em que transmita história da arte, contextualize obras, artistas e épocas e consiga que o aluno perceba a arte como linguagem , como expressão fruto de momentos, sentimentos e visões de mundo coletivas e particulares e, para tanto, utilize-se das ferramentas que dispõe. Uma delas é a arte Terapia.
Porque afinal, “de um ponto de vista científico, cada tipo de arte é a expressão legítima de um tipo de personalidade mental.”(READ, 2001, p.30)

É ou não é?
Pense!

Um excelente sábado a todos!
Dagmar 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

READ, Herbert. A educação pela Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Internet:

<http://www.sedes.org.br/arteterapia.htm>, acesso em 30/05/2011.