BEM VINDO AO MANIA COLORIDA

30 de janeiro de 2014

BAUHAUS = HOSTEL



Hospede-se na Bauhaus por 47 dólares a diária


PROJETO ABRE ESCOLA ALEMÃ PARA HOSPEDAGEM. OBJETIVO É IDENTIFICAR COMO ERA A A ROTINA DE NOTÁVEIS COMO FRANZ EHRLICH, MARCEL BREUER, ALFRED ARNDT E HANNES MEYER


Por meio de uma iniciativa da Fundação Bauhaus Dessau, viajantes e/ou entusiastas podem alugar um quarto no Studio Building a partir de 47 dólares a diária. Em Dessau, na Alemanha, o edifício funcionou como dormitório para os estudantes da Bauhaus, escola modernista que revolucionou o pensamento artístico e arquitetônico no século 20.
Quase 90 anos depois, o projeto tem como objetivo reconstituir a vida dos “bauhauslers”, antigos estudantes da instituição, como o artista Joseph Albers, o fotógrafo Walter Peterhans e os designers Herbert Bayer e Joost Schmidt.
Restaurado com base em fotografias do período, o prédio conserva todo o mobiliário original nos dormitórios e áreas de uso comum.


Especificamente, os antigos dormitórios de Franz Ehrlich, Marcel Breuer, Alfred Arndt e Hannes Meyer, com cerca de 24 metros quadrados cada, podem ser alugados a partir de U$ 60 a diária e contam com objetos ou móveis desenhados pelos arquitetos na época.
Inaugurado em 1926, o Studio Building é também chamado de “Prellerhaus”, em referência ao edifício existente no Bauhaus Weimar, nomeado em homenagem ao pintor alemão Friedrich Preller.






Reservas, preços e mais informações estão disponíveis no www.bauhaus-dessau.de.  
Publicada originalmente em ARCOweb em 23 de Outubro de 2013

29 de janeiro de 2014

CONTRA TUDO

Não posso deixar de "manifestar" meus sentimentos de contrariedade pulsante, que insiste em não aceitar com tranquilidade uma estética tão irreverente. Olhar não desagrada, mas também não ama... o que acontece então?
Certa vez li algo como... a arte não só está para a beleza, não nos causa apenas os "óh que lindo". A arte também nos choca, nos causa repulsa, revoltas, nos instiga a sentimentos inexplicáveis. Claro! Evidentemente nos transforma, não nos deixa no estado original. Muda nosso ponto de vista. Se não muda, pelo menos desconcerta.
Obviamente aprendemos a separar o bonito do feio. mas o que é bonito ou feio para cada um, não se discute. Afinal são parâmetros individuais, relacionados aos elementos culturais e simbólicos que cada pessoa vai construindo ao longo de sua história.
Por isso, algumas coisas nos parecem um bálsamo e outras, uma verdadeira tormenta. Pois na arte, isso fica muito evidente e sem afetações posso garantir que ela sempre consegue desconstruir alguma coisa em nós, para em seguida moldar novas estruturas de pensar. 
É... é isso: REFLEXÃO, não sem antes ter sensações. É como dizem, que para quem vê com os olhos do amor... o feio, bonito lhe parece! E acredito no vice-versa!
Estudando um pouquinho sobre os ISMOS da arte, hoje o vencedor foi o DADAÍSMO! Quem nunca foi provocado com a famosíssima "A fonte" de Marcel Duchamp?


Certamente, inúmeros pensamentos povoaram a mente de muitos ao contemplar esta imagem.
Ou então, a famosa "Roda de bicicleta em um banquinho"...



Absurdo para alguns e genialidade para outros. Assim é a arte, sempre controversa e quase na contramão do raciocínio lógico da humanidade.
Pois o Dadaísmo surgiu durante a Primeira Guerra Mundial, no intuito de defender que o conflito havia destruído crenças morais, políticas e estéticas da época. Como se a realidade estruturada e bem organizada não se sustentasse mais no pós guerra. Desconstruir para construir de novo, não apenas para este fim exclusivamente, mas sobretudo para "repensar", "rever conceitos", "refletir" sobre os acontecimentos e o rumo da humanidade.
Transcendendo o conflito real e armado, para o campo filosófico... do pensar. Imaginando a situação de ter o mundo a sua volta totalmente em pedaços e a extensão deste efeito nas perspectivas de vida daquela sociedade.
O uso de materiais não convencionais para fazer arte. A bicicleta e o mictório, por exemplo. Objetos tradicionalmente de uso cotidiano, com finalidade artística... transformados em obras de arte. E mesmo que alguns considerem estas obras como "obras de não arte"... não há como fugir do simbólico que representa e portanto, arte.
Na metade da década de 1920, deu lugar ao Surrealismo.
O primeiro manifesto "Dadá" publicado em 1918, proclamava o dadaísmo como "nova realidade". Um modo de dizer, gritar, manifestar oposição ao sistema social e político estruturado de então. Certa liberdade de pode ver o mundo sob outros ângulos, outras opiniões. Foi como nadar contra uma corrente.
De certa forma foi um movimento que repudiou a academia e suas convenções, de modo a propor um pensamento livre e criador. Instigar a percepção de que o mundo se transforma, o pensamento se transforma... por isso a arte também muda. Dar a consciência de que os padrões e a estética das obras são impermanentes, colocando-os numa posição secundária em relação à arte.
Uma revolução, com certeza.
Então, mais do que chocar e provocar, o movimento mostra que a arte reflete contextos e flutua no tempo e no espaço, de acordo com os "ventos" do comportamento humano.
Não é a arte que domina o homem e sim o homem que domina a arte.
A tática dos dadaístas era o choque. eles esperavam livrar a sociedade do nacionalismo e do materialismo que levou à matança e à destruição da Primeira Guerra Mundial.

Desconcertante e bem interessante, não?

Boa noite!